
Imagem de uma queimada criminosa na tarde e noite do dia 14 de agosto, que impactou diretamente os bairros: Nossa Senhora de Lourdes, Cohab, Cidade Nova, Alto dos Ipês, além de outros bairros que foram afetados com a fumaça e fuligem
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Um conjunto de documentos publicados recentemente, traz alertas que se aplicam diretamente aos moradores de Lavras, já que as condições descritas refletem exatamente o clima atual do município.
Relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Meteorológica Mundial (OMM), da revista científica New England Journal of Medicine e da Fiocruz alertam para os impactos severos do calor extremo (mesmo estando no inverno), da seca e das queimadas no organismo humano.
Segundo os documentos, o estresse térmico exige um esforço muito maior do coração para compensar a queda da pressão arterial, o que pode deflagrar infartos e crises isquêmicas. Além disso, a exposição contínua ao calor somada à desidratação provoca lesões renais progressivas, podendo evoluir para a doença renal crônica (nefropatia por estresse térmico). No sistema respiratório, a combinação de estiagem, ar seco e fumaça de queimadas irrita gravemente as vias aéreas, aumentando o número de internações por insuficiência respiratória.
Em Lavras, esses alertas ganham relevância direta, especialmente nos períodos de estiagem e ondas de calor no Sul de Minas, como o registrado hoje, sábado, dia 29 de agosto. O clima seco da região, somado ao aumento dos focos de queimadas no entorno e aos índices críticos de umidade relativa do ar, cria o cenário exato descrito pelos especialistas.
Para a população lavrense - em especial idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas -, o momento exige reforço imediato na hidratação, uso de umificadores ou recipientes com água nos ambientes e atenção redobrada aos sinais do corpo para evitar complicações cardíacas, renais e respiratórias.