
Ferrovia que corta Lavras poderá ser reativada para se tornar um importante corredor de exportação
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O fortalecimento da infraestrutura logística de Minas Gerais ganhou um importante capítulo ontem, terça-feira, dia 18 de agosto. O presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, cumpriu agenda em Brasília com ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) para pleitear a recuperação e a modernização da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Batizada de "Ferrovia do Café", a proposta visa reativar o trecho ocioso entre Minas e o Rio de Janeiro, colocando o município de Lavras no centro de uma rota estratégica para o escoamento da produção e a atração de novos investimentos.
A reunião contou com a participação dos ministros do TCU Antônio Anastasia, Bruno Dantas e Odair Cunha, além do presidente da Fecomércio RJ, Antônio Florêncio de Queiroz Junior, e do consultor técnico Delmo Manoel Pinho. O objetivo principal do grupo é viabilizar o aproveitamento da malha para integrar polos produtores do Sul de Minas - incluindo cidades-chave como Lavras, Varginha e Três Corações - diretamente aos portos fluminenses.
Para Lavras e região, o projeto representa um divisor de águas no transporte do café e de outras mercadorias agrícolas e industriais, oferecendo uma alternativa mais barata e ágil ao modal rodoviário. Segundo Nadim Donato, a ideia é otimizar o fluxo nos dois sentidos da via, reduzindo o chamado "Custo Brasil".
"Estamos falando de uma ferrovia que pode levar o café e outros produtos de Minas Gerais aos portos do Rio de Janeiro com mais eficiência, mas também trazer mercadorias para o Estado no retorno. Aproveitar os dois sentidos melhora a distribuição, reduz o custo da operação e faz com que os produtos cheguem aos consumidores com preços menores", destacou o líder empresarial.
A modernização da malha ferroviária promete impactar diretamente o comércio, o agronegócio e a prestação de serviços no interior mineiro. Ao conectar cidades estratégicas como Lavras aos grandes centros consumidores e de exportação, as entidades empresariais e o poder público buscam criar um corredor logístico mais competitivo, capaz de gerar novos empregos e baratear insumos para toda a cadeia produtiva do Estado.