
Todo problema causado por pipas nas redes elétricas e que causam prejuízo, é rateado entre todos os consumidores, ou seja: todos pagam a conta
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Brincadeira tradicional nas férias escolares, o ato de soltar pipas próximo à fiação elétrica segue provocando graves prejuízos em Minas Gerais. Segundo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), entre janeiro e junho deste ano foram registradas 1.260 ocorrências com pipas na rede, deixando 313.224 clientes temporariamente sem energia.
A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) concentrou quase metade dos episódios no estado, com 604 casos e 181.850 consumidores afetados. Apesar do impacto elevado, houve redução no comparativo com o primeiro semestre de 2025, quando o estado contabilizou 1.338 ocorrências e cerca de 398 mil clientes impactados.
Com a chegada do período de ventos mais fortes, a Cemig alerta para a necessidade de prevenção. O uso de cerol e linha chilena agrava o cenário: além de cortarem cabos e causarem acidentes graves, esses materiais podem conduzir eletricidade e comprometer serviços essenciais, como hospitais e saneamento. Vale lembrar que a comercialização e o uso dessas linhas são proibidos por lei em Minas Gerais, com multas que podem chegar a R$ 289,45 mil.
A Cemig recomenta que empine pipas apenas em espaços abertos e longe da fiação, como parques e campos; jamais utilize cerol ou linha chilena; nunca tente resgatar a pipa com varas, bambus nem suba em postes e, em caso de cabos presos ou acidentes, mantenha distância e acione a Cemig imediatamente.