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Fios e estruturas de sustentação ficaram penduradas no meio da rua
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Um incidente registrado na tarde desta quarta-feira, dia 12 de agosto, por volta das 15h30, escancarou mais uma vez um problema crônico e extremamente perigoso do cenário urbano: o emaranhado desordenado de cabos telefônicos, de internet e de energia elétrica pendurados nos postes da cidade. Parte da fiação instalada na rua Barbosa Lima, nas proximidades da Escola Estadual Firmino Costa, desabou e causou um efeito cascata que colocou em risco iminente a vida de quem passava pelo local.
O desprendimento inicial de um grupo de cabos gerou uma tensão sobrecarregada em toda a estrutura do trecho. Em questão de segundos, uma grande quantidade de fios despencou na pista, ficando parte jogada ao solo e parte perigosamente pendurada a meia altura. O cenário transformou a via pública em uma verdadeira armadilha, especialmente para motociclistas - que ficaram expostos a acidentes gravíssimos, como quedas bruscas ou decapitações e cortes no pescoço provocados pelo choque direto com a fiação suspensa.
Até o momento, não há confirmação sobre o fator exato que provocou o colapso do trecho. Investiga-se se o desprendimento foi provocado pela passagem de algum caminhão com carga acima do limite de altura permitido ou se ocorreu devido ao puro e simples excesso de peso acoplado à estrutura. Esta última hipótese reforça a discussão sobre a falta de fiscalização e de manutenção no cabeamento das empresas de telecomunicações, que continuam acumulando metros e metros de linhas inativas e sem uso nas infraestruturas públicas, tudo isso com a complacência do poder público.
Diante do risco manifesto e sem saber a quem recorrer de imediato para isolar o perigo elétrico, moradores e comerciantes da região acionaram a Polícia Militar. Para evitar acidentes com os transeuntes e estudantes da vizinhança, os policiais isolaram a área e interditaram a rua Barbosa Lima tanto para o tráfego de veículos quanto para a passagem de pedestres.
O caso registrado na rua Barbosa Lima não é isolado; ele sintetiza o caos visual e operacional que se tornou o ecossistema de postes urbanos. Com o crescimento acelerado dos serviços de banda larga e a concorrência entre operadoras de internet e telefonia, as estruturas que antes sustentavam prioritariamente a rede elétrica agora carregam dezenas de quilos de cabos concorrentes.
Muitas vezes, ao cancelarem ou alterarem contratos, as empresas de telecomunicações deixam a fiação antiga abandonada (fios mortos) e passam novos cabos ao lado. O resultado é uma sobrecarga contínua, em que um único nó de fiação acumulada pesa dezenas de quilos a mais do que o poste foi projetado para suportar. Quando um único elemento cede - seja por fadiga do material, calor ou impacto -, toda a teia colapsa de uma só vez, criando cenas de pânico como a desta tarde.
Além do prejuízo à mobilidade e do transtorno gerado pelo bloqueio da via em horário de pico, o episódio deixa a cobrança urgente por ações preventivas e de alinhamento rígido das fiações por parte da concessionária de energia e das operadoras de telecomunicações antes que uma tragédia de maiores proporções aconteça.
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