
A operação foi deflagrada em Lavras e Campos do Jordão (SP) e cumpre 13 mandados de busca e apreensão
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A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã de hoje, quinta-feira, dia 6 de agosto, a Operação 'Malversação'. A força-tarefa investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos em contratos administrativos da Universidade Federal de Lavras (Ufla).
Ao todo, 56 policiais federais e seis auditores da CGU cumprem 13 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte. As diligências são realizadas nos municípios de Lavras e Campos do Jordão (SP).
As apurações miram processos licitatórios realizados entre 2021 e 2022 (gestão do ex-reitor João Chrysostomo de Resende Júnior) para a aquisição de materiais de construção e outros insumos. De acordo com os investigadores, há fortes indícios de fraudes em pregões eletrônicos e emissão de notas fiscais falsas ou superfaturadas - quando o volume ou especificação dos produtos faturados não correspondia ao que era efetivamente entregue à instituição universitária.
O esquema contaria com a participação direta de servidores públicos e empresários. As provas reunidas apontam para o ateste irregular no recebimento das mercadorias, liberação de pagamentos indevidos com dinheiro público e movimentações financeiras atípicas, incompatíveis com a renda declarada por alguns dos alvos.
A estimativa inicial da Polícia Federal indica que o prejuízo potencial aos cofres públicos pode atingir a marca de R$ 4 milhões. O montante exato ainda passa por auditoria e poderá ser ajustado no decorrer do inquérito.
O termo "Malversação", que batiza a operação, faz referência direta ao emprego irregular, desvio ou gestão fraudulenta de verbas e bens públicos - conduta central investigada pela Polícia Federal neste caso.
A Universidade Federal de Lavras até o momento nãos e posicionou oficialmente a respeito das buscas e das acusações contra servidores da instituição. As informações sobre esta operação foram obtidas na página do Governo Federal, clique aqui.
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