
Imagem ilustrativa extraída do Jornal Metrópole
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O avanço da ludopatia - transtorno caracterizado pela dependência compulsiva em jogos de azar e apostas digitais - deixou de ser uma preocupação pontual para se consolidar como uma grave crise de saúde pública em Minas Gerais. A disseminação de plataformas conhecidas como "bets" tem gerado reflexos diretos nos serviços públicos de saúde e imposto novos desafios inclusive para o setor jurídico.
Na capital mineira, Belo Horizonte, o volume de atendimentos relacionados a jogos e apostas na rede municipal de saúde cresceu 378% entre 2024 e 2025, saltando de 79 para 378 registros, segundo matérias de jornais da capital nesta semana.
O ritmo acelerado se manteve em 2026: até o dia 10 de julho, a Secretaria Municipal de Saúde da capital já havia contabilizado 327 atendimentos a 207 pacientes - o que representa 86% de todo o total registrado ao longo de todo o ano anterior.
Embora em Lavras ainda não existam estatísticas oficiais consolidadas sobre o número exato de moradores afetados pela dependência em jogos, o município desponta com uma importante iniciativa legislativa para combater o avanço da modalidade e mitigar seus impactos na comunidade. Clique aqui e leia a matéria na íntegra.
O vereador Zé Cherem protocolou na Câmara Municipal de Lavras um projeto de lei que propõe proibir a veiculação de publicidade de empresas de apostas esportivas e jogos online em espaços públicos municipais.
Se aprovado, o texto impõe restrições severas à propaganda de "bets" em prédios e equipamentos públicos pertencentes ao município; áreas e vias públicas sob jurisdição municipal; eventos oficiais organizados ou apoiados pelo poder público; serviços públicos concedidos à iniciativa privada (como o transporte coletivo).
Embora a proibição de publicidade em nível municipal não seja capaz de erradicar isoladamente o problema - visto que o mercado de apostas opera fortemente nos meios digitais -, a medida proposta em Lavras coloca o município na vanguarda da discussão regional.
Trata-se de uma resposta institucional relevante que busca conscientizar a população sobre os riscos financeiros e mentais do vício, barrando o incentivo visual ao jogo em espaços de convivência comunitária.
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