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Conjunto de prédios da Santa Casa de Lavras, cuja unidade - como o Vaz Monteiro - está com capacidade máxima devido a alta das doenças respiratórias
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O avanço das doenças respiratórias típicas da estação mais fria do ano tem imposto um desafio severo à rede de saúde de Lavras. Com o aumento da demanda por atendimento, o sistema público de saúde opera, neste momento, sob forte pressão.
O cenário é de alerta máximo nas principais instituições de saúde do município. Tanto o Hospital Vaz Monteiro quanto a Santa Casa reportam, atualmente, 100% de ocupação nos leitos de UTI destinados ao atendimento de doenças respiratórias.
A alta procura reflete-se em todas as esferas do atendimento, incluindo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde pacientes aguardam por vagas de internação. A situação exige atenção redobrada das autoridades de saúde e da população.
A queda nas temperaturas é um catalisador conhecido para a proliferação de diversos vírus, criando um cenário propício para o agravamento de quadros de saúde. Entre as enfermidades que apresentam maior incidência no período, destacam-se: gripe, resfriados e casos de Covid-19, que seguem circulando e exigindo monitoramento.
Além das infecções virais, no inverno também proliferam as doenças crônicas e inflamatórias, como as crises de asma, bronquite, sinusite e rinite.
A disseminação dessas doenças é amplificada pelo comportamento comum durante o frio: o confinamento em ambientes fechados. Ao permanecerem em locais com pouca ou nenhuma circulação de ar, as pessoas facilitam a concentração de microrganismos.
A transmissão respiratória é significativamente maior em ambientes fechados. Quando o ar não circula, o vírus permanece em suspensão por várias horas e pode se depositar em superfícies, aumentando exponencialmente o risco de contágio coletivo.
Para mitigar a propagação dessas doenças, especialistas reforçam a importância, principalmente da vacinação e de manter os ambientes arejados e com ventilação constante. A circulação do ar é uma das formas mais eficazes de reduzir a carga viral nos espaços de convívio, sendo uma estratégia fundamental para evitar que o sistema de saúde receba ainda mais pacientes nas próximas semanas.