
Bola na rede é o que os torcedores do Fabril querem ver no estádio municipal no dia 25 de julho, caso a prefeitura abra os portões para a equipe que nasceu neste estádio há 94 anos
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A paixão pelo futebol do interior respira e pulsa mais forte. A tradicional Copa Sul Mineira de Futebol afunilou, e agora restam apenas quatro gigantes na briga pelo título: Fabril (Lavras), Registânea (Varginha), Mika Santaritense (Santa Rita do Sapucaí) e Tabajara (Carmo da Cachoeira).
Para o Fabril, contudo, a batalha vai muito além das quatro linhas. O clube lavrense enfrenta não apenas adversários em campo, mas também o desafio de jogar como um verdadeiro guerreiro desamparado diante de rivais estruturados pelo poder público.
O primeiro confronto da semifinal será realizado já neste sábado, dia 18 de julho, às 15h, quando o Fabril vai a Varginha encarar o Registânea. Do outro lado da chave, o Tabajara mede forças com o Mika.
Enquanto o Registânea entra em campo amparado por uma estrutura sólida e pelo forte apoio - inclusive financeiro - da Prefeitura de Varginha, o Fabril caminha com as próprias pernas. A disparidade financeira entre os municípios é um obstáculo real, mas a história mostra que a camisa do Fabril pesa, e muito, quando a raça entra em jogo.
O jogo de volta, que decidirá quem avança para a grande final, está marcado para o sábado seguinte, dia 25 de julho, em Lavras. Ciente do peso desse confronto, a diretoria do Fabril decidiu buscar, novamente, o apoio que o clube até o momento não conseguiu. A diretoria protocolou novamente um ofício na Prefeitura de Lavras direcionado à prefeita Jussara Menicucci.
Mais do que recursos, o clube pede para voltar para casa. O pedido principal é a liberação do Estádio Municipal para que o time possa jogar no coração de sua torcida: a Zona Norte, berço onde o Fabril nasceu há exatamente 94 anos, em 1932.
"Jogar na Zona Norte é resgatar a nossa essência. É colocar o coração de Lavras para pulsar junto com o time em um momento histórico", resume o sentimento da diretoria e dos torcedores.
Para que a partida ocorra com dignidade e segurança para as famílias lavrenses, a diretoria do Fabril solicitou no ofício, o suporte básico que outras equipes esportivas da cidade já receberam em momentos semelhantes: como a liberação do estádio municipal Coronel Juventino Dias, na Zona Norte para o jogo decisivo no dia 25 de julho.
Também foi solicitada a presença de equipe de segurança e de uma ambulância de plantão durante o evento, para garantir a integridade dos atletas em campo e a ordem pública no estádio.
A diretoria solicita também um aporte financeiro caso a equipe conquiste a sonhada vaga na grande final da Copa Sul Mineira, uma juda de custo.
O Fabril é patrimônio de Lavras, não é patrimônio familiar, político ou partidário. São quase 100 anos de história construída no chão de terra, no grito da arquibancada e no amor à camisa. Agora, resta saber se o município estenderá a mão para que seus atletas possam, sob os olhos de sua comunidade, escrever mais uma página gloriosa no esporte lavrense.