
Os moradores criaram um movimento denominado "Renova Já Fernão Dias", eles disseram que a luta vai continuar e prometeram novas manifestações
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Na manhã deste domingo, dia 28 de junho, os moradores da Comunidade do Cascalho, distrito de Santo Antônio do Amparo, voltaram a se manifestar na praça de pedágio da rodovia BR-381. Esta é a segunda mobilização do grupo em uma semana; a primeira ocorreu no domingo anterior, dia 21 (clique aqui). Em contato com a redação do Jornal de Lavras, as lideranças do movimento reforçaram o impacto financeiro e social que a praça de cobrança tem causado na rotina local.
O ponto central da reivindicação é a localização da praça de pedágio, atualmente administrada pela concessionária Motiva. O pedágio fica posicionado exatamente entre o distrito do Cascalho e a sede do município de Santo Antônio do Amparo.
Como a maioria dos cerca de 400 moradores da comunidade depende da cidade para trabalhar, estudar, realizar consultas médicas, fazer compras, abastecer veículos e adquirir insumos para a agricultura, o custo diário se tornou insustentável.
O impacto no orçamento é grande, quem precisa se deslocar diariamente para trabalhar ou estudar na cidade chega a gastar cerca de R$ 300 por mês apenas com as tarifas de pedágio.
Segundo Diego Camilo Santos, um dos organizadores da manifestação denominada "Renova Já Fernão Dias" (RJFD), a comunidade utilizava um retorno na rodovia antes de ele ser fechado pela antiga concessionária do trecho, a Arteris. Na época, a empresa justificou o fechamento alegando falta de segurança e um suposto número elevado de acidentes no local.
No entanto, os moradores contestam essa versão, eles procuraram a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para levantar o histórico oficial do trecho. Os dados obtidos indicaram que não havia nenhum registro de acidente no local em questão.
Antes de deixar a concessão, a Arteris havia se comprometido a estudar uma alternativa para os moradores. Contudo, com a troca de gestão para a concessionária Motiva, o diálogo foi interrompido. "As negociações deixaram de existir", lamenta Diego.
Os manifestantes exigem uma solução definitiva, que passa por duas alternativas: a reabertura do retorno fechado, ou a isenção da tarifa de pedágio para os moradores cadastrados do distrito. Os manifestantes disseram que vão continuar a luta até atingir seus objetivos, que eles alegam ser justos.
A comunidade agora faz um apelo público às autoridades municipais. Eles pedem que os poderes Executivo e Legislativo de Santo Antônio do Amparo se unam e intercedam formalmente em favor das quase 400 pessoas afetadas na Comunidade do Cascalho.
A concessionária Motiva, que assumiu o trecho recentemente, já havia apresentado sua versão sobre o caso na última quarta-feira, dia 24 (clique aqui) e confira o que alegou a concessionária Motiva. O espaço do Jornal de Lavras segue aberto para atualizações de ambas as partes.



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