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Matéria Jornalística /


Publicada em: 22/06/2026 00:01
Moradores de Lavras denunciam demora da Copasa em conter vazamento na rua Pedro Moura (vídeo)

Água tratada correu o dia e à noite toda pela rua Pedro Moura. As perdas também geram custos adicionais para o sistema

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Enquanto o Brasil entra em estado de alerta devido à falta de controle eficiente de seus recursos hídricos, moradores da rua Pedro Moura, em Lavras, sentiram na pele o peso do desperdício. Um vazamento de água escorreu pela via durante todo este domingo, dia 21 de junho, gerando indignação na comunidade que, mesmo acionando a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) logo pela manhã, não viu nenhuma equipe no local até o final da noite.

O problema local reflete uma realidade alarmante apontada pelo recente levantamento do Instituto Trata Brasil (ITB), feito com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). De acordo com o estudo, o índice de perdas na distribuição de água no país atinge impressionantes 38% antes mesmo de chegar às torneiras dos cidadãos.

Para entender o tamanho do prejuízo financeiro e social, os especialistas fazem uma analogia simples: é o equivalente a um trabalhador que trabalha o mês inteiro para receber um salário de R$ 3 mil e, no dia do pagamento, pega R$ 1.140,00 e joga direto na lata do lixo.

Enquanto a água corria sem interrupção pela rua Pedro Moura até as 22h deste domingo, cerca de 32 milhões de brasileiros ainda sofrem diariamente com a ausência total de água tratada em suas casas.

O volume de água potável que o Brasil perde anualmente em suas operações de distribuição seria suficiente para abastecer toda a população do estado do Rio Grande do Sul - cerca de 10,6 milhões de pessoas - por, no mínimo, 5 anos.

Diante do cenário nacional de escassez e da necessidade urgente de consumo consciente, episódios de lentidão no reparo de vazamentos como o da rua Pedro Moura cobram um preço alto do meio ambiente e do bolso do consumidor. Os moradores da região cobram uma resposta imediata e mais agilidade por parte da Copasa para evitar que o desperdício continue, mesmo em feriados e finais de semana.


 
 


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