.jpeg)
Escritório da Copasa de atendimento ao público em Lavras. Foto: Google
.

@jornaldelavras

@jornaldelavras

(35) 99925.5481
O governo de Mateus Simões (PSD) comemorou muito ontem, terça-feira, dia 16 de junho, a conclusão de um dos processos mais polêmicos da gestão Zema e agora Simões: a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Em leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o Estado vendeu 45% das ações que detinha (de um total de 50,03% sob sua responsabilidade).
A grande vencedora do certame foi a Equatorial Energia, que arrematou 30% do capital social da empresa por um montante de R$ 5,5 bilhões - o que equivale a aproximadamente R$ 49,03 por ação.
Apesar da comemoração por parte do Executivo mineiro, a operação ocorreu sob forte contestação política e social, cercada de denúncias de irregularidades e questionamentos sobre o valor da venda, visto que a Copasa é uma empresa altamente lucrativa, registrando um lucro anual médio de R$ 1,5 bilhão.
Agora é aguardar e torcer para que os lavrenses e demais consumidores, num futuro bem próximo, não cheguem a conclusão que se era ruim com a Copasa, ficou pior sem ela, isso porque a chegada da Equatorial Energia ao saneamento de Minas Gerais ocorre em um momento de forte desgaste da imagem da empresa no estado de São Paulo.
Em julho de 2024, o grupo assumiu o posto de acionista de referência da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e, desde então, acumula um histórico muito alto de insatisfação popular.
Os dados apontam que, após a entrada da concessionária em São Paulo as reclamações de usuários sobre a baixa qualidade do serviço cresceram 70%; o tempo de resposta para a resolução de problemas aumentou exponencialmente; tornaram-se frequentes as denúncias de interrupção no fornecimento de água, especialmente no período noturno.
A experiência do estado vizinho preocupa as famílias mineiras, que temem que o mesmo cenário de desabastecimento e piora no atendimento se repita em Minas Gerais.
Enquanto o governo estadual aposta na eficiência da gestão privada para expandir os investimentos, movimentos sociais e blocos de oposição prometem acionar a Justiça para investigar as supostas irregularidades que rondaram o leilão. O futuro do saneamento básico dos mineiros, agora, entra em uma nova e incerta fase.