
Os comerciantes de Lavras têm esforçado, eles expõem uma gama de produtos verde e amarelo para atrair os consumidores, que seguem retraídos
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Grandes eventos esportivos internacionais, como a Copa do Mundo de 2026, tradicionalmente funcionam como uma mola propulsora para a economia global. O torneio costuma girar bilhões de dólares e gerar altas expectativas em setores estratégicos como turismo, consumo, mídia, tecnologia e infraestrutura.
Historicamente, esse aquecimento econômico não se restringe aos países-sede; ele ecoa fortemente no Brasil. No entanto, a poucos dias do início do mundial deste ano, o comércio de Lavras vive uma realidade bem diferente de edições passadas, enfrentando a apatia do consumidor.
Caminhando pelas ruas do centro de Lavras, é fácil notar o esforço dos lojistas: as vitrines estão decoradas com camisas oficiais e paralelas, bandeiras, cornetas, chapéus, balões perucas coloridas e até tintas para pintar o asfalto. Apesar do impacto visual, o movimento nas caixas registradoras ainda não decolou como o esperado.
Ao contrário de Copas anteriores, quando as ruas da cidade já ganhavam cores meses antes do primeiro jogo, os tradicionais bairros lavrenses seguem sem decorações expressivas, poucos se arriscaram em decorar. O desânimo dos comerciantes locais reflete uma tendência que atinge todo o país.
Segundo um levantamento recente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o desejo de consumir produtos ligados ao mundial despencou na comparação com a Copa do Catar, realizada em 2022.
Com o apito inicial se aproximando e com o esperado bom desempenho da seleção, os comerciantes de Lavras ainda guardam a expectativa de que o clima mude na última hora e o tradicional "orgulho canarinho" apareça para salvar o faturamento do mês.
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