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Eduardo Ignácio Murias, argentino preso por suspeita de racismo foi agredido no presídio
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O arquiteto argentino Eduardo Ignácio Murias, de 63 anos, preso preventivamente sob suspeita de injúria racial contra um menino de 7 anos durante um passeio de Maria Fumaça na cidade histórica de Tiradentes, corre risco de morte dentro do Presídio de São João del-Rei, segundo denúncia de sua defesa.
De acordo com o advogado Ciro Chagas, o acusado foi agredido por outros detentos na cela um dia após dar entrada na unidade prisional. A Polícia Penal registrou a ocorrência e encaminhou o idoso a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Apesar de não apresentar lesões aparentes, ele foi transferido de cela por segurança. A defesa afirma que o próprio diretor do presídio classificou a situação como instável e recomendou o pedido de transferência.
Após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negar uma liminar de habeas corpus por não enxergar ilegalidade urgente na prisão, a defesa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O novo recurso apresenta três pedidos em ordem de preferência: a soltura do arquiteto mediante medidas cautelares; a transferência para um estabelecimento prisional seguro; ou a concessão de prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
O mérito do pedido inicial ainda aguarda julgamento pelo colegiado do TJMG. Relembre o caso clicando aqui.
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