
Lançamento de um foguete que tem como combustível água pressurizada. Foto: Unilavras
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Nesta quinta-feira, dia 30 de abril, das 13h às 18h, o horizonte de Lavras ganhará novos contornos. O Expolavras deixará de ser um local de eventos comum para se transformar em um simulador de centros aeroespaciais de elite, como a Barreira do Inferno (RN) ou o Centro Espacial de Alcântara (MA). O motivo é a 5ª Jornada de Foguetes do Colégio Unilavras, uma iniciativa que retira a ciência dos livros e a coloca em prática através do esforço de alunos do Ensino Fundamental e Médio.
Muito antes do "contagem regressiva", o trabalho começou nos bastidores. Os protótipos que serão lançados foram desenvolvidos pelos próprios estudantes no Espaço Maker do Centro Universitário. Utilizando conceitos de aerodinâmica, pressão e as leis de Newton, os jovens engenheiros projetaram desde a estrutura dos foguetes até as bases de lançamento.
O desafio não é apenas estético: a missão de cada equipe é alcançar a maior distância horizontal possível. Para isso, é necessário um ajuste fino entre o ângulo de lançamento e a propulsão, seguindo rigorosas normas técnicas que garantem a segurança e a precisão dos resultados.
Além da integração escolar, a Jornada possui um peso acadêmico estratégico. O evento funciona como a etapa classificatória local para a Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG) de 2026. Organizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), a OBAFOG é um dos maiores eventos científicos do país.
Para se ter uma dimensão do impacto nacional, a edição de 2025 registrou a marca impressionante de 334 mil estudantes engajados, oriundos de mais de 6,3 mil escolas brasileiras. Ao participar da Jornada local, o Colégio Unilavras insere seus alunos nesse ecossistema de alta performance, onde o aprendizado lúdico abre portas para carreiras em ciência, tecnologia e engenharia.
Para a coordenação do Colégio Unilavras, a importância da Jornada vai além dos troféus e medalhas. "Quando a ciência sai do papel, o aprendizado ganha altura", define a instituição. O evento é visto como uma ferramenta pedagógica essencial para estimular o trabalho em equipe, a resiliência diante de falhas técnicas e o pensamento crítico.
O objetivo final é despertar o interesse contínuo pela investigação científica, mostrando que as fórmulas de Física vistas no quadro negro são as mesmas que permitem ao ser humano explorar o cosmos.
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