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Imagem ilustrativa extraída do site da RTA Comunicação
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O panorama da dengue no Sul de Minas em 2026 é preocupante: 60% das cidades da região estão em estado de alerta ou risco elevado. No entanto, enquanto algumas localidades enfrentam índices alarmantes, outras deixam um vácuo perigoso na saúde pública ao não reportarem seus números.
Dois municípios estão em destaque, um pela liderança negativa de caso, que é a cidade de Itumirim. O outro é Lavras, que integra um grupo restrito de apenas cinco municípios que não entraram no levantamento por falta de informações e dados.
A ausência de envio desses indicadores à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) impede o planejamento de ações eficazes e deixa a população vulnerável pela falta de transparência sobre a infestação real. Além de Lavras, estão em falta Fama, Wenceslau Braz, Bocaina de Minas e Marmelópolis.
Já o maior destaque negativo do último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) recai sobre a cidade vizinha de Itumirim, que se encontra em risco crítico. No extremo oposto, entre as cidades que realizaram o monitoramento, Itumirim apresenta o pior índice de todo o Sul de Minas, com 8,10%. O número é significativamente superior à média e coloca o município no topo do ranking de perigo na região.
O LIRAa do primeiro trimestre de 2026 detalha a gravidade da situação regional. Entre as cidades que mapearam o risco, os índices mais altos são: Itumirim, com um índice de infestação de 8,10%; Bandeira do Sul com 7,70%; Cássia com 7,10%; Andrada com 6,80% e Pouso Alegre com índice de infestação de 6.10%. Essas cidades, os índices são considerados de risco, já a cidade de Itumirim, com risco crítico.
No total regional, 70 cidades estão em situação de risco e 23 em alerta. Apenas 67 municípios apresentam índices satisfatórios.
O LIRAa é uma ferramenta estratégica que identifica onde estão as larvas do mosquito Aedes aegypti. Através de visitas domiciliares trimestrais, o sistema calcula o Índice Predial e o Índice Breteau, dados fundamentais para combater não apenas a Dengue, mas também Zika e Chikungunya.
Quando cidades como Lavras deixam de fornecer esses dados, o controle do vetor é comprometido, dificultando a delimitação de áreas de risco entomológico e o direcionamento de recursos estaduais para o combate ao mosquito.
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