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O filme já teve uma prévia em Lavras, na Casa da Cultura
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No domingo, dia 26 de abril, a historiografia mineira ganha um reforço audiovisual necessário com a estreia nas plataformas digitais do documentário "Ambrósio, rei do Campo Grande: o rei esquecido de uma história roubada que ainda ecoa". Ele será lançado oficialmente no site rei Ambrósio (clique aqui) e também estará disponível no Youtube com versões com legendas, tradução de libras e uma versão com legendas em inglês. No site é possível também consultar artigos que abordam Ambrósio, os quilombos do Campo Grande, questões fundiárias, quilombolas e raciais.
Produzido pela Braia Produções e dirigido pelo músico e pesquisador Bruno Maia, o filme lança luz sobre uma das figuras mais potentes e, paradoxalmente, silenciadas do século XVIII: o líder quilombola Ambrósio.
A história que o tempo tentou apagar, visto que os livros didáticos frequentemente saltam da Guerra dos Emboabas diretamente para a Inconfidência Mineira, um hiato de quase um século permanece nas sombras. Foi nesse intervalo que Ambrósio comandou milhares de quilombolas no Sertão do Campo Grande, desafiando a Coroa Portuguesa e exercendo um papel fundamental na expansão territorial e na formação da identidade do povo mineiro.
"Há uma lacuna... quase que um século apagado. E foi neste tempo que lideranças quilombolas como Ambrósio tiveram papel predominante", afirma Bruno Maia.
O documentário não se baseia apenas em narrativas orais, mas em uma investigação rigorosa que inclui fontes primárias e secundárias, mapas históricos da época e, obras clássicas da historiografia.
As filmagens percorreram cidades que guardam as cicatrizes e as memórias desse período, como Cristais, Ibiá, Lavras, São João del-Rei, Prados e Formiga, conectando o espectador aos locais reais onde a resistência aconteceu.
Como não poderia deixar de ser em uma obra de Bruno Maia, a música é o fio condutor da narrativa. A trilha sonora é onipresente e conta com a colaboração do renomado violeiro e historiador Ivan Vilela.
Um dos destaques é a canção-tema "No breu do sertão, no escondido", que aparece em fragmentos ao longo do filme até culminar em uma execução completa no encerramento. O interesse de Maia pelo tema é de longa data, somando-se às suas composições anteriores pelo grupo Braia, como "Pai Ambrósio" e "Rei do Campo Grande".
O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo do Estado de Minas Gerais.





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