
Estudantes, professores e servidores da escola municipal Firmino Costa promoveram uma manifestação na noite de hoje
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A noite desta quinta-feira, dia 23 de abril, em Lavras, alunos, professores e o corpo diretivo da escola estadual Firmino Costa realizaram um ato emocionante em memória da estudante Evellyn Cristine Firmino da Silva, de apenas 17 anos, cuja vida foi brutalmente interrompida por um crime de feminicídio.
Evellyn, aluna do 2º ano regular, não foi apenas mais uma estatística; ela era uma jovem com sonhos, projetos e uma vida inteira pela frente, ceifada pela violência de gênero. O ato organizado pela comunidade escolar teve como objetivo principal denunciar o feminicídio como a expressão máxima do machismo e da posse, um crime hediondo que continua a destruir famílias em nossa região.
O trajeto da manifestação carregou um simbolismo pesado. A manifestação saiu da escola e percorreu a rua Francisco Salles, uma das principais artérias da cidade, chamando a atenção de comerciantes e pedestres para a urgência do combate à violência doméstica.
O ato culminou na praça Augusto Silva, onde a emoção tomou conta dos presentes. Cartazes com frases de ordem, pedidos de socorro e fotos da jovem estamparam o cenário, transformando o espaço público em um tribunal de consciência coletiva.
A mobilização da rede estadual de ensino não foi apenas uma despedida, mas um protesto contundente contra a impunidade. Os discursos proferidos durante a caminhada reforçaram que o feminicídio é um crime evitável, que muitas vezes começa com ameaças e abusos que a sociedade não pode mais ignorar.
"Não podemos aceitar o feminicídio como algo comum. A morte da Evellyn é uma ferida aberta em nossa escola e em nossa cidade. Precisamos de educação, políticas públicas e punições severas para que nenhuma outra menina tenha seus sonhos interrompidos", declarou um dos representantes da mobilização.
A ação encerrou-se com um clamor uníssono por Justiça. A comunidade escolar da escola estadual Firmino Costa reiterou que não descansará até que as autoridades deem a resposta devida ao caso, servindo como um marco na luta pelo fim da violência contra a mulher em Lavras.
O luto por Evellyn Cristine transformou-se em luta. A mensagem deixada nas ruas é clara: o silêncio mata, mas a união de uma comunidade pode mudar o futuro.
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