
Bruno Maia, no Memorial do Quilombo do Ambrósio, no Morro da Vigia, em Cristais
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Hoje, quinta-feira, dia 16 de abril, a Casa da Cultura de Lavras recebe, às 19h30, a exibição de "Ambrósio, Rei do Campo Grande: O Rei Esquecido de uma História Roubada". Dirigido pelo músico, historiador e cineasta lavrense Bruno Maia, o documentário é um mergulho profundo na resistência negra do século XVIII e confronta a historiografia oficial da região.
O filme revela a conexão direta e desconcertante de Lavras com esse período: figuras como Diogo Bueno da Fonseca (um dos fundadores de Lavras) e Bartolomeu Bueno do Prado lideraram campanhas brutais contra os quilombos da região. Um dos episódios mais sombrios citados é o massacre de 1751, no qual Prado apresentou 3,9 mil pares de orelhas de negros e indígenas como prova de sua "eficiência" militar.
Com 45 minutos de duração, a obra utiliza ilustrações animadas de Thiago Brito e trilha sonora assinada por Bruno Maia e o violeiro Ivan Vilela. Após a sessão, o diretor participará de um bate-papo com o público.
O projeto foi viabilizado por meio da Lei Paulo Gustavo, edital nº 02/2023 - Apoio às Produções Audiovisuais Mineiras. O evento ocorre em um momento de relevância global, ecoando a recente resolução da ONU que classificou o tráfico transatlântico como crime contra a humanidade - decisão que ainda enfrenta resistência política em países como EUA, Israel e Argentina.


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