
Rosilene Pedrão da Silva Pereira
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A cidade de Campo Belo amanheceu em choque nesta quarta-feira, dia 8 de abril, com a confirmação da 11ª morte violenta registrada no município em 2026. O caso, que se destaca pela extrema perversidade, envolve um matricídio: o assassinato de uma mãe pelas mãos do próprio filho, seguido de uma encenação planejada para acobertar o crime.
O corpo de Rosilene Pedrão da Silva Pereira, de 52 anos, foi localizado no interior de sua residência, situada na avenida Leopoldina Cardoso Monteiro, no bairro dos Arnaldos. A descoberta ocorreu durante diligências da Polícia Civil, que investigava um suposto desaparecimento da vítima.
De acordo com as investigações preliminares, o homicídio teria ocorrido no domingo, dia 5. O que mais impressionou as autoridades foi o comportamento do suspeito, identificado como Jorge Miguel da Silva, de 27 anos.
Jorge permaneceu no imóvel durante três dias, mantendo sua rotina normal enquanto o corpo da mãe estava oculto no mesmo local.
Para desviar as atenções, ele compareceu à Delegacia de Polícia Civil para registrar um Boletim de Ocorrência por desaparecimento.
Na tentativa de desqualificar a vítima, em seu relato aos policiais, Jorge afirmou que Rosilene era usuária de drogas e medicamentos controlados, sugerindo que ela teria saído de casa para frequentar "pontos de venda de entorpecentes", como supostamente fizera em ocasiões anteriores.
O suspeito chegou a enviar áudios para conhecidos e familiares, demonstrando uma falsa preocupação e perguntando se alguém teria visto a mãe.
A farsa desmoronou quando os investigadores decidiram realizar uma busca minuciosa na residência que ambos compartilhavam. O corpo de Rosilene foi encontrado escondido no imóvel, o que resultou na prisão imediata em flagrante de Jorge Miguel.
A Polícia Civil trata o caso como feminicídio e homicídio qualificado por motivo fútil e traição. Embora a perícia técnica tenha sido acionada para analisar a cena do crime, a causa exata da morte ainda não foi divulgada oficialmente, dependendo do laudo de necropsia do Instituto Médico Legal (IML), para onde o corpo foi encaminhado.
Este 11º assassinato do ano em Campo Belo eleva a sensação de insegurança e consterna a população pela quebra de um dos vínculos considerado o mais sagrados pela sociedade. O inquérito policial segue em curso para apurar se houve a participação de terceiros ou se Jorge agiu inteiramente sozinho no planejamento e execução do crime.
Colaborou na matéria Kelly Cristina, do Diário Campo Belo
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