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Matéria Jornalística /


Publicada em: 02/04/2026 19:45
Moradores da rua Capitão Valentim, centro de Lavras, completam 14 meses de isolamento - veja fotos

Os moradores da rua temem que ocorra um efeito dominó e as casas acima tenha suas estruturas abaladas

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O que deveria ser uma solução temporária tornou-se um pesadelo crônico para os residentes da rua Capitão Valentim, em Lavras. Desde o dia 30 de janeiro de 2025 - data em que um temporal avassalador provocou um deslizamento severo no final da via - a rotina dos moradores foi substituída pela incerteza e pelo isolamento. Já se passou mais de um ano desde o desastre, e o cenário atual é de completa deterioração.

A tragédia começou quando a força da terra derrubou o muro de arrimo que sustentava o terreno. A estrutura era um marco histórico de fragilidade: havia sido erguida na década de 80, durante a gestão do prefeito Célio de Oliveira, justamente para corrigir um incidente similar ocorrido na época. Quarenta anos depois, a engenharia antiga não resistiu.

Na ocasião do desastre em 2025, a Defesa Civil agiu prontamente: isolou a área, emitiu laudos e condenou duas residências. Uma delas teve a garagem e a varanda colapsadas; a outra perdeu completamente as condições de acesso. Desde janeiro de 2025, famílias foram forçadas a abandonar seus lares, vivendo longe de suas propriedades há mais de 14 meses.

O que os moradores não esperavam é que, após meses de silêncio administrativo, a tentativa de recuperação da via traria ainda mais transtornos. Recentemente, a prefeitura iniciou o despejo de toneladas de pedras no final da rua. No entanto, a logística da obra ignorou a fragilidade da infraestrutura local.

O tráfego intenso de máquinas pesadas e caminhões basculantes, somado à falta de planejamento, destruiu o piso asfáltico da Capitão Valentim. O resultado foi catastrófico com a intransitabilidade. Com a chegada das chuvas recentes, o terreno transformou-se em um lamaçal intransitável.

A rua ficou bloqueada e os moradores estão impossibilitados de acessar suas próprias garagens. Veículos particulares, de entrega ou de emergência não conseguem mais circular na via.

O sentimento na comunidade é de indignação. Onde deveria haver uma reconstrução técnica e segura, os moradores encontram apenas obstáculos e um asfalto reduzido a escombros pelo peso das máquinas municipais.

A pergunta que ecoa na rua Capitão Valentim é clara: até quando o direito de ir e vir dos cidadãos será negligenciado por uma obra que parece não ter fim e que, em vez de consertar, ampliou o rastro de destruição iniciado em 2025?

 

 
 



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