
Área do campus em São Sebastião do Paraíso, com projeção dos prédios ainda a serem construídos
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A tarde de ontem, quinta-feira, dia 19 de março, foi marcada por um evento incomum para a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Lavras (Ufla) em seu campus de São Sebastião do Paraíso, no Sudoeste mineiro. Por volta das 15h36, um tremor de terra atingiu a região, sendo sentido com nitidez por estudantes, professores e servidores que estavam nas dependências da instituição.
O fenômeno não ficou apenas no relato popular. O Centro de Sismologia da USP (Universidade de São Paulo) e o Observatório Sismológico da UnB (Universidade de Brasília) confirmaram a ocorrência de um sismo de magnitude 3,0 na escala Richter. De acordo com os dados técnicos da USP, o abalo teve seu foco na superfície, o que explica a percepção acentuada por quem estava próximo ao epicentro.
Embora um sismo de magnitude 3,0 seja considerado de baixa intensidade na escala global, ele é perfeitamente capaz de assustar a população local e fazer vibrar janelas e objetos. Especialistas afirmam que tremores dessa magnitude raramente causam danos estruturais significativos, mas o impacto psicológico e o barulho gerado costumam ser marcantes.
O sistema colaborativo "Sentiu Aí?", do Centro de Sismologia da USP, foi inundado por relatos de moradores de diversas áreas de São Sebastião do Paraíso. A plataforma funciona como um termômetro em tempo real, onde cidadãos podem registrar suas percepções sobre tremores.
Um dos depoimentos mais comuns entre os moradores e frequentadores do campus da Ufla foi a audição de um forte estrondo, semelhante a uma explosão ou ao passar de um caminhão pesado, segundos antes de sentirem a vibração do solo. "Foi um susto muito grande, as pessoas saíram das salas para entender o que estava acontecendo", relatou uma testemunha.
Apesar do nervosismo momentâneo, a direção do campus e as autoridades locais informaram que não houve registro de feridos. Uma avaliação preliminar nas edificações da Ufla/Paraíso constatou que as estruturas dos prédios não sofreram danos, permanecendo seguras para a continuidade das atividades acadêmicas.
Os órgãos de monitoramento sismológico continuam acompanhando a região, mas reiteram que eventos dessa natureza, embora esporádicos, podem ocorrer em diversas partes do território brasileiro devido a acomodações naturais de camadas subterrâneas de rocha.
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