
Maria da Conceição Silva tinha medida protetiva de urgência contra o agressor Arivellton Corrêa Alves, de 41 anos
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A manhã desta terça-feira, dia 17 de março, foi marcada pela dor e pela indignação no município de Nazareno, onde ocorreu o sepultamento de Maria da Conceição Silva, de 46 anos. A vítima foi assassinada de forma bárbara na manhã de ontem, segunda-feira, em Bom Sucesso, tornando-se um símbolo trágico de uma estatística crescente: este foi o oitavo feminicídio registrado na região apenas neste período, consolidando um cenário de extrema urgência para a segurança pública e o combate à violência de gênero.
O feminicídio ocorreu na rua Joaquim Carlos, localizada no bairro Serra Bela, em Bom Sucesso. Maria da Conceição foi atacada com golpes de machado que atingiram seu rosto e cabeça, uma demonstração de violência desmedida que chocou os moradores locais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado por vizinhos, mas, ao chegarem no local, os socorristas puderam apenas constatar o óbito imediato da vítima devido à gravidade dos ferimentos.
No local do crime, a Polícia Militar apreendeu o machado utilizado no ataque e um aparelho celular, objetos que servirão como provas fundamentais no processo judicial.
Maria da Conceição possuía uma medida protetiva de urgência contra o agressor, expedida recentemente, no dia 26 de fevereiro de 2026. Além disso, o histórico de violência doméstica já era de conhecimento das autoridades, com registros anteriores que demonstravam o risco iminente que ela corria.
O autor do crime, identificado como seu ex-companheiro, Arivellton Corrêa Alves, de 41 anos, foi detido pouco tempo depois da ação. Graças ao relato de testemunhas e ao isolamento imediato da área pela PM, o suspeito foi localizado durante buscas na região, momento em que confessou a autoria do assassinato.
Com a morte de Maria da Conceição, a região atinge a marca de oito mulheres assassinadas em contextos de feminicídio, evidenciando que nem mesmo o amparo legal das medidas protetivas tem sido suficiente para frear o ímpeto de agressores em casos de violência doméstica. O crime agora segue para a fase de inquérito policial, enquanto a comunidade de Bom Sucesso e a de Nazareno clamam por justiça e por políticas públicas mais eficazes de proteção.
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