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Matéria Jornalística /


Publicada em: 05/03/2026 16:15 - Atualizada em: 05/03/2026 18:18
Em coletiva de imprensa, Comando da PM afirma que morte de sargento em Campo Belo foi emboscada e dois suspeitos morreram

 

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O comando da Polícia Militar de Minas Gerais realizou na tarde desta quinta-feira, dia 5, uma coletiva de imprensa em Campo Belo para apresentar informações oficiais sobre a morte do sargento Rodrigo Silva Pereira, militar do destacamento de Campo Belo do 8º Batalhão, que tem sede em Lavras.

A coletiva começou às 15h21 e foi encerrada às 15h43, com a presença de integrantes do comando da corporação e oficiais responsáveis pela operação desencadeada após o crime.

Durante o pronunciamento inicial, Comandante Geral afirmou que a corporação vive um "misto de sentimento de dor e revolta" pela perda do militar.

Segundo ele, a Polícia Militar mobilizou um grande aparato logo após receber a notícia do crime.

"Não temos condições de trazer nosso militar de volta, mas vamos honrar a memória dele. Onde cair uma gota de sangue de um policial, a Polícia Militar não cessará a caça pelos responsáveis", afirmou.

O comandante também destacou que a morte do sargento representa uma perda não apenas para a corporação, mas para toda a sociedade. "Perdemos um pai de família que estava defendendo a sociedade", disse.

De acordo com a PM, a mobilização envolveu equipes do 8º Batalhão, tropas de Belo Horizonte, unidades especializadas, BOPE, canil e apoio aéreo com helicóptero, todos deslocados para atuar nas buscas pelos responsáveis.

Emboscada

Durante a coletiva, o major Marcos Paulo detalhou a cronologia da ocorrência.

Segundo ele, por volta das 19h de ontem, quarta-feira, dia 4, a Polícia Militar foi acionada após informações de que um sargento havia sido baleado. As equipes policiais se deslocaram rapidamente até o local e iniciaram as diligências.

As investigações iniciais apontaram que o militar foi vítima de uma emboscada realizada por dois homens em uma motocicleta. O sargento foi atingido por dois disparos de arma de fogo.

No momento do ataque, o filho do militar estava no veículo. A criança não foi atingida pelos tiros, mas sofreu ferimentos após o carro ficar desgovernado depois dos disparos.

Confrontos e prisões

Logo nas primeiras horas de buscas, os policiais conseguiram identificar dois suspeitos diretamente envolvidos na emboscada.

Um deles, apontado como o condutor da motocicleta usada no crime, foi preso.

Durante as diligências, equipes da PM localizaram outros integrantes do grupo criminoso em diferentes pontos da cidade, o que resultou em dois confrontos armados, sendo um deles, com o outro integrante que estava na motocicleta que emboscou o policial.

No primeiro confronto, um suspeito morreu após troca de tiros com os policiais. Com ele foi apreendida uma pistola calibre 9 mm.

No segundo confronto, outro homem, que segundo a PM possuía extensa ficha criminal, também morreu após enfrentar os militares. Nesta ação foram apreendidos dois revólveres, calibres .32 e .38.

Ao todo, a operação resultou em três homens presos e um adolescente apreendido, além da apreensão de três armas de fogo e grande quantidade de drogas.

Motivação ligada à atuação policial

Segundo o major, um dos suspeitos presos confessou que o ataque foi motivado pela atuação do sargento Rodrigo Pereira no combate ao crime organizado na região.

De acordo com o relato, o trabalho desenvolvido pelo militar estava prejudicando as atividades de um grupo criminoso que atua em Campo Belo, envolvido com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, homicídios e contrabando.

Operação continua

A Polícia Militar informou que a operação desencadeada após a morte do sargento não tem prazo para terminar. As ações estão concentradas principalmente em áreas onde há maior presença do grupo criminoso, mas podem se estender para outros municípios da região.

Segundo o comando da corporação, todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente no crime serão responsabilizadas. "A resposta está sendo dada e continuará sendo dada. Todos aqueles que tentarem confrontar a Polícia Militar receberão a resposta necessária", afirmou o major durante a coletiva.

O sargento Rodrigo Pereira era considerado um militar muito respeitado em Campo Belo e em toda a região, e sua morte provocou forte comoção entre colegas de farda e moradores da cidade.

As investigações seguem com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e do Ministério Público. 
 

 
 



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