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Matéria Jornalística /


Publicada em: 10/02/2026 18:05
Advogado e policial são alvos de prisão em operação que investiga corrupção e tráfico na região

Documentos apreendidos durante a Operação Blackout - Foto: MPMG/Divulgação

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Uma megaoperação deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira, dia 10 de fevereiro, mobilizou o aparato de segurança pública da região com um objetivo claro: desarticular uma organização criminosa. Denominada Operação Blackout, a ação visa cumprir 30 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão preventiva.

Embora o foco das prisões seja as cidades de Oliveira e Divinópolis, a operação tem o selo de inteligência e a execução operacional do 8º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Lavras, que coordena as ações em sua área de abrangência e Oliveira integra esta área.

O contingente mobilizado impressiona e destaca o vigor das forças policiais lavrenses. Dos agentes empenhados, a participação de policiais de Lavras, unindo a experiência do 8º Batalhão e da Delegacia Regional de Polícia Civil de Lavras.

A logística da operação conta com números expressivos, são 125 policiais militares (grande parte do efetivo de Lavras e região); 30 Policiais Civis (com forte presença de agentes da Regional de Lavras); 12 Policiais Penais e 4 Servidores do Ministério Público; 46 Viaturas, equipes de cães farejadores e o suporte aéreo de uma aeronave da Polícia Militar.

A "Blackout" não mira apenas o comércio de entorpecentes, mas também a estrutura financeira e institucional que sustenta o crime. Entre os desdobramentos mais graves, um mandado de busca foi executado na residência de um advogado, e um policial civil foi alvo de prisão preventiva. Este último é investigado por atuar como "informante", repassando dados sigilosos para criminosos, comprometendo investigações anteriores.

A investigação, que durou cerca de oito meses, foi motivada por uma escalada de violência em Oliveira, onde uma sangrenta disputa entre facções rivais pelo controle do tráfico de drogas resultou em diversos homicídios, (clique aqui) e relembre os três homicídios em 72 horas, acontecidos em novembro do ano passado.

Além das prisões, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) focou no patrimônio dos investigados para garantir que o crime não seja lucrativo. A Justiça expediu 9 ordens de sequestro de bens, atingindo 5 imóveis e 4 automóveis de luxo; 19 ordens de bloqueio de contas bancárias, visando paralisar o fluxo de caixa da organização.

O nome da operação, "Blackout", faz alusão à intenção de "apagar" a influência da organização criminosa que vinha aterrorizando o Centro-Oeste de Minas, restabelecendo a ordem através da integração das polícias sediadas em Lavras, Divinópolis e Oliveira.


 
 



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