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Matéria Jornalística /


Publicada em: 07/02/2026 15:05
Tribunal do Júri de Lavras absolve mulher acusada de tentativa de homicídio no bairro Água Limpa II

Advogado criminalista Deyvid Júnior Vieira, que com sua defesa absolveu a ré no tribunal do júri de ontem

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Após uma sessão intensa que durou quase 12 horas, o Tribunal do Júri da Comarca de Lavras proferiu, na noite de ontem, sexta-feira, dia 6 de fevereiro, a sentença de um caso que mobilizou o bairro Água Limpa II em 2024. A ré, que estava presa preventivamente há 14 meses, foi absolvida de todas as acusações e já se encontra em liberdade.

O julgamento foi presidido pelo juiz Renan Bueno Ribeiro, da 1ª Vara Criminal da Infância e Juventude. Os debates foram marcados pela complexidade técnica e emocional, colocando frente a frente o promotor Pedro Guimarães e seu assistente Aroni Manzareira de Souza, na acusação, e o advogado criminalista Deyvid Júnior Vieira, na defesa.

O crime que motivou o julgamento ocorreu na noite de 30 de novembro de 2024. De acordo com os autos do processo, a confusão teve início com uma briga entre adolescentes - filhas da acusada e da vítima. O desentendimento evoluiu rapidamente e acabou envolvendo as duas mães.

No auge do conflito, uma das mulheres foi atingida nas costas por um golpe de faca, sofrendo uma grave perfuração no pulmão. A arma branca foi trazida para a briga pela filha da acusada, que alegou ter agido para intervir na briga das mães. À época, a agressora foi presa em flagrante e transferida para o presídio feminino de Três Corações, onde permaneceu detida por um ano e dois meses aguardando o julgamento.

Um dos momentos decisivos do julgamento ocorreu durante a sustentação oral da defesa. O advogado Deyvid Júnior Vieira utilizou uma frase que ecoou entre os jurados e resumiu a tese de proteção familiar: "Quando a vida da mãe é ameaçada, a filha não escolhe a arma, escolhe protegê-la".

A estratégia da defesa foi demonstrar que o cenário do crime era caótico e que a ação ocorreu sob forte tensão emocional e necessidade de autodefesa. Ao final dos debates, o Conselho de Sentença acolheu os argumentos defensivos, resultando na absolvição da mulher.

Em entrevista exclusiva à reportagem do Jornal de Lavras após a leitura da sentença, o advogado criminalista Deyvid Júnior Vieira analisou a complexidade do caso e os desafios enfrentados no processo: "O processo julgado hoje [ontem] perante o tribunal do júri era bastante complexo, pois envolvia adolescentes, mães e um cenário bastante caótico. Enfrentamos nesse procedimento várias lacunas, mas ao final conseguimos provar que a minha constituinte agiu em legítima defesa", afirmou o criminalista.

Com a decisão soberana dos jurados, foi expedido o alvará de soltura, encerrando o período de 14 meses de reclusão da lavrense, que agora retorna ao convívio social.

 

 

 
 



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