
Cavalos flagrados numa das vias de acesso a Lavras, a avenida Fábio Modesto
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A recorrência de animais de grande porte soltos nas ruas e avenidas de Lavras atingiu um patamar inaceitável, sugerindo um cenário de crônica negligência. O que se observa é uma lacuna de gestão: ou as autoridades municipais carecem de competência técnica para implantar uma fiscalização efetiva, ou falta-lhes o interesse político necessário para erradicar o problema de uma vez por todas.
Na tarde desta segunda-feira, dia 19 de janeiro, a negligência ganhou novas imagens. Três cavalos foram filmados transitando livremente pela avenida Fábio Modesto. O caso é especialmente grave por se tratar de uma das principais vias de escoamento e entrada da cidade, caracterizada por um fluxo intenso de veículos.
A presença desses animais não é apenas um transtorno estético ou de trânsito; é um risco iminente à vida. A memória da população ainda guarda as cicatrizes de acidentes fatais que poderiam ter sido evitados em decorrência deste mesmo problema. O caso mais emblemático ocorreu no antigo túnel Abílio Ticle, antes de sua duplicação. Na ocasião, um motociclista foi surpreendido por um cavalo dentro da passagem. Sem tempo para reação, o choque foi inevitável, resultando na morte do condutor.
Não se pode esperar que uma nova tragédia ganhe as manchetes para que medidas reais sejam tomadas. A omissão atual beira a irresponsabilidade, pois o perigo é conhecido e previsível.
Para solucionar o impasse, é necessário movimentar, realizar fiscalizações constantes e rigorosas, identificar e multar os responsáveis proprietários dos animais, realizar apreensões. Criar uma estrutura municipal para recolhimento imediato e leilão ou doação de animais reincidentes. Realizar patrulhamento ativo, monitorar constantemente as vias de entradas, centro e áreas periféricas.
A segurança pública de Lavras exige uma postura firme. O direito de ir e vir dos cidadãos não pode ficar à mercê do descaso de proprietários irresponsáveis e da inércia do poder público.
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