
As primeiras vacinas foram ministradas em três cidades brasileiras: Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e Botucatu (SP)
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A manhã deste sábado, 17 de janeiro, marcou um capítulo decisivo na saúde pública de Minas Gerais. A prefeitura de Nova Lima deu início à aplicação da nova vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante, que tem como diferencial a dose única, faz parte de um estudo-piloto nacional coordenado pelo Ministério da Saúde, Fiocruz Minas e Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).
O objetivo central da iniciativa é avaliar o impacto epidemiológico de vacinar mais de 50% da população em um curto intervalo de tempo. Para isso, foram destinadas 64 mil doses ao município - o suficiente para cobrir todos os moradores elegíveis.
A vacinação é destinada a pessoas com idade entre 15 e 59 anos. O imunizante apresenta números robustos de proteção: 79,6% de eficácia geral contra a dengue sintomática. 89% de proteção contra o desenvolvimento de formas graves da doença.
Nem todos podem receber o imunizante nesta fase. De acordo com os protocolos técnicos, não devem se vacinar: Gestantes e lactantes; pessoas com imunodeficiência ou em uso de medicamentos imunossupressores; indivíduos que tiveram dengue nos últimos 6 meses; pessoas que tiveram Zika, Chikungunya ou Febre Amarela nos últimos 30 dias.
A escolha da cidade mineira baseou-se em critérios técnicos e epidemiológicos rigorosos. Além de Nova Lima, apenas Maranguape (CE) e Botucatu (SP) participam desta fase de testes. A experiência logística nessas cidades servirá de base para a futura ampliação da campanha em todo o território nacional.
"A ação marca uma nova etapa no enfrentamento das arboviroses no estado e reflete o fortalecimento das políticas de imunização em Minas Gerais", aponta o governo estadual.
Após a conclusão desta etapa, a prioridade de ampliação será voltada aos profissionais da Atenção Primária à Saúde (médicos, enfermeiros e agentes de endemias) que atuam na linha de frente do SUS.
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