
Nuvem temida por pilotos foi fotografada em Lavras por comandante da Gol Linhas Aéreas. Foto: Comandante Vinícius Magno de Oliveira Pires para o Jornal de Lavras
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[MATÉRIA EXCLUSIVA - Jornal de Lavras] O que para muitos era apenas uma formação curiosa no céu de Lavras, para o comandante Vinícius Magno de Oliveira Pires, da Gol Linhas Aéreas, era um sinal de alerta meteorológico. Durante o recesso de Natal com a família, o piloto - acostumado a rotas nacionais e internacionais - registrou uma imponente nuvem Cumulonimbus com topo em formato de bigorna. O registro foi enviado com exclusividade para o Jornal de Lavras.
A estrutura, que se destaca pela verticalidade e pelo espalhamento horizontal no topo, é o "motor" das tempestades. Associada a chuvas torrenciais, rajadas de vento, raios e até granizo, essa formação é comum em finais de tarde de dias quentes no Brasil, mas sua ocorrência com contornos tão definidos é considerada rara na região de Lavras.
Na aviação, essas nuvens são tratadas com máximo respeito e distância. Com bases que partem de 12 mil pés e topos que podem atingir os 30 mil, elas abrigam formação de gelo e turbulência severa. "São estruturas insidiosas. Um piloto desatento pode ser surpreendido em um céu que parece calmo", explica o especialista. Por segurança, o protocolo é claro: o desvio é obrigatório para garantir a integridade da aeronave e dos passageiros.
Vinícius é lavrense e filho do comandante Walter Pires, ele fez seus estudos iniciais no Aeroclube de Lavras e hoje é comandante de uma das linhas aéreas mais importantes do Brasil.
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