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O avanço da violência doméstica e familiar contra as mulheres consolidou-se como um dos desafios mais críticos para as forças de segurança e para a rede de proteção social em Minas Gerais. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) revelam um cenário alarmante: apenas entre janeiro e maio deste ano, o Sul de Minas já contabilizou quase 10 mil casos de agressão contra mulheres.
O levantamento estatístico evidencia a gravidade contínua do problema. Em todo o estado de Minas Gerais, o ano de 2025 fechou com o preocupante patamar de 161.912 registros de violência contra a mulher - um aumento em comparação ao ano anterior. Desse total absoluto, a região do Sul de Minas respondeu por 22.551 ocorrências, o equivalente a 13,9% de todos os casos do território mineiro.
Mais do que estatísticas frias, os dados traduzem tragédias reais motivadas, majoritariamente, pelo sentimento de possessividade e pela recusa de parceiros ou ex-companheiros em aceitar o fim de relacionamentos. O município de Lavras tornou-se um dos epicentros desse clamor regional após episódios recentes de extrema crueldade, como o caso Evellyn, no dia 17 de abril, quando a jovem Evellyn Cristine Firmino da Silva foi brutalmente assassinada pelo namorado no bairro Novo Horizonte, crime que chocou a população e gerou fortes mobilizações.
A brutalidade do feminicídio de Evellyn Cristine desencadeou manifestações e atos públicos em Lavras, unindo diferentes setores civis. Autoridades e especialistas reforçam que o enfrentamento a esse tipo de crime exige o apoio e a solidariedade de toda a sociedade lavrense, independentemente das matrizes ou ideologias políticas que impulsionam os protestos e os gritos de urgência.
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