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Publicada em: 28/05/2026 23:48 - Atualizada em: 29/05/2026 11:39
Uso de linhas cortantes é crime: Polícia Militar intensifica alerta após tragédia que chocou o Estado

Linha chilena e linha com cerol, já provocaram acidentes em Lavras. Foto: PMMG

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A trágica morte do pequeno Ravi Oliveira, de apenas 1 ano e 9 meses, ocorrida ontem quarta-feira, dia 27 de maio em Contagem, na Grande BH, provocou um alerta em todo o estado de Minas Gerais sobre os perigos reais do uso de cerol e da linha chilena. O bebê foi atingido por uma linha cortante e sepultado hoje quinta-feira dia 28, motivando forças de segurança a reforçarem as orientações de combate a essa prática, que transforma uma brincadeira tradicional em uma arma letal.

A Polícia Militar ressalta que a fiscalização é contínua, mas a participação da comunidade por meio de denúncias é a ferramenta mais eficaz para evitar que novas tragédias aconteçam na região. O perigo dessas linhas não se restringe a motociclistas e ciclistas; pedestres, animais e o próprio sistema de distribuição de energia elétrica sofrem com acidentes graves anualmente.

Embora o cerol (mistura caseira de cola e vidro moído) ainda seja utilizado, a linha chilena representa uma ameaça ainda maior. Produzida industrialmente com quartzo e óxido de alumínio, ela possui um poder de corte quatro vezes superior ao do cerol comum.

A legislação brasileira é rigorosa quanto a esses materiais. Além de leis estaduais e municipais específicas que aplicam multas pesadas a quem comercializa ou utiliza o produto, a prática é considerada crime pelo Artigo 132 do Código Penal Brasileiro (expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente), com pena de três meses a um ano de detenção. Em casos fatais, o responsável pode responder por homicídio.

Ao presenciar o uso ou a venda de linhas cortantes, a orientação das autoridades é nunca confrontar o infrator diretamente. A segurança do cidadão deve vir em primeiro lugar. Para agir, utilize os canais oficiais de denúncia. Para flagrantes, ligue 190. Se você estiver vendo alguém empinar pipa com linha cortante no momento exato, ligue imediatamente para a Polícia Militar pelo 190. Informe o endereço detalhado ou pontos de referência e, se possível, características físicas ou roupas de quem está utilizando o material para facilitar a abordagem da viatura.

Para comércio e locais que comercializam, ligue 181. Se você sabe de estabelecimentos que vendem linha chilena em Lavras ou bairros onde a prática é recorrente, utilize o Disque Denúncia Unificado (181). A ligação é gratuita e o anonimato é garantido por sigilo absoluto. As informações são repassadas para investigação da Polícia Civil.

A conscientização de pais e responsáveis também é fundamental. Soltar pipa é uma atividade saudável, desde que praticada com segurança, longe da fiação elétrica e, estritamente, com linha comum.

 
 


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