
Advogado Lincoln Barros Júnior, que assumiu o caso do argentino suspeito de crime de racismo em Tiradentes
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A defesa técnica do cidadão argentino Eduardo Inácio Murias, envolvido em um episódio no trem turístico entre São João del-Rei e Tiradentes ontem, domingo, dia 24, manifestou-se publicamente pela primeira vez sobre o caso. Em nota divulgada hoje, segunda-feira, dia 25, o advogado criminalista Lincoln Barros Júnior informou que assumiu formalmente o caso e pediu "cautela, equilíbrio e responsabilidade" na cobertura jornalística, diante da repercussão nacional do ocorrido.
O defensor pontuou que reconhece a gravidade da acusação e manifestou respeito à vítima, aos familiares e ao trabalho das autoridades e da imprensa. No entanto, ressaltou que as investigações ainda estão em fase inicial, o que impede a formação de juízos definitivos de culpa.
"A Constituição Federal assegura a qualquer pessoa, brasileira ou estrangeira, o direito ao devido processo legal, à presunção de inocência e à defesa técnica. Tais garantias não afastam a seriedade dos fatos investigados, mas impedem que qualquer investigado seja tratado publicamente como condenado antes do regular pronunciamento do Poder Judiciário", destacou o advogado em trecho do comunicado.
A defesa também demonstrou forte preocupação com a exposição pública excessiva e a divulgação de imagens pessoais de Murias atreladas a conclusões antecipadas sobre sua responsabilidade penal. Segundo Barros Júnior, embora a liberdade de imprensa seja fundamental, ela deve caminhar em harmonia com a dignidade da pessoa humana.
A banca jurídica informou que está analisando os elementos disponíveis e que adotará as medidas cabíveis no momento oportuno. O advogado alertou, ainda, que publicações com informações imprecisas, ofensivas ou que promovam um linchamento virtual antecipado serão avaliadas para possíveis pedidos de retificação ou direito de resposta.
Por fim, a defesa se colocou à disposição dos veículos de comunicação para esclarecimentos técnicos, respeitando os limites éticos da profissão e o sigilo estratégico do processo.
Nota da Redação: após a publicação desta matéria, o escritório Lincoln Barros Júnior & Advogados Associados informou que deixou oficialmente a defesa de Eduardo Ignacio Murias.