
Imagem ilustrativa da Rádio Itatiaia
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O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) expediu ontem, segunda-feira, dia 11 de agosto, a suspensão imediata do programa de expansão das escolas cívico-militares no estado. A decisão atende a um pedido da deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), que faz parte da oposição ao governo Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa.
O governo de Minas Gerais planejava continuar em agosto as assembleias em escolas estaduais para que alunos e professores votassem sobre a adoção do novo modelo de ensino.
A implantação das escolas cívico-militares gerou um intenso debate. Os defensores do modelo afirmam que ele traria de volta a disciplina às escolas. Já os críticos questionam a iniciativa, alegando que ela visava atrair eleitores de extrema direita e contratar militares reformados para o lugar de educadores. A Secretaria de Estado de Educação defende o modelo, afirmando que o objetivo é integrar valores cívicos, éticos e disciplinares ao cotidiano escolar.
Em Lavras, o debate também dividiu opiniões. O professor Alberto Perini Neto se manifestou contra o projeto, enquanto o tenente veterano do Exército Brasileiro Paulo Cacildo Garcia era um dos entusiastas do modelo.
O governo mineiro havia interrompido momentaneamente as assembleias em 14 de julho, devido ao recesso escolar. Em Lavras, quatro escolas já haviam manifestado interesse em migrar para o novo sistema. A justificativa do governo para o projeto era fortalecer a convivência e a cultura de paz nas escolas estaduais.
A ideia surgiu em 2019 no governo de Jair Bolsonaro com a criação do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim).
Com a suspensão do programa pelo TCE-MG, a discussão sobre o modelo de escolas cívico-militares em Minas Gerais deve ganhar novos capítulos.
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