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Matéria Jornalística /


Publicada em: 31/07/2024 19:57 - Atualizada em: 01/08/2024 16:42
Estudante da Ufla se matou após ser vítima de uma página de fofocas de Nepomuceno

Cerca de duzentas pessoas se aglomeraram na porta da delegacia para saber quem eram as mulheres supostamente responsáveis pelo suicídio da jovem ocorrido em Lavras na sexta-feira, dia 26

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Uma jovem de 20 anos, estudante da Universidade Federal de Lavras (Ufla), se matou na sexta-feira, dia 26, depois de ser vítima de uma página da internet criada por três mulheres de Nepomuceno, uma página dedicada a expor negativamente a imagem das pessoas. A estudante era de Nepomuceno e morava em Lavras.

A página existia desde 2020, ela foi criada na pandemia e, em quatro anos de existência, quase uma centena de pessoas foram vítimas dos crimes de calúnia cometidos pelas mulheres.

O suicídio da garota provocou uma grande comoção em Nepomuceno. A imprensa da cidade cobrou das autoridades uma providência que, segundo a imprensa, deveria ter sido tomada há quatro anos, quando a página criminosa foi ao ar.

Ontem, terça-feira, dia 30, o delegado Bruno Bastos, que havia saído de férias, retornou a Nepomuceno devido ao caso. Especulações apontavam autores que não tinham e nunca tiveram envolvimento com a página, e isso poderia terminar em uma tragédia, pois a população indignada poderia querer fazer justiça com as próprias mãos.

O delegado Bruno, que já estava investigando a página, intimou duas mulheres para serem ouvidas na delegacia. A notícia correu e cerca de duzentas pessoas foram para a porta da delegacia para saber quem eram as mulheres que foram, supostamente, responsáveis pela morte da estudante.

As duas foram ouvidas na presença de um advogado e confessaram que eram as administradoras da página, contaram também que havia uma terceira mulher envolvida. Elas disseram que recebiam as "fofocas" e republicavam, mas não falaram quem mandava. As duas tiveram os aparelhos celulares apreendidos para investigação.

As mulheres foram ouvidas e liberadas, mas elas podem responder inúmeros processos e serem obrigadas a indenizar as quase cem vítimas de calúnias publicadas na página. Elas correm o risco de serem alvo de dezenas de processos, isso se as pessoas que foram atingidas pelas calúnias recorrerem à justiça pedindo indenizações.

Na saída da delegacia elas foram colocadas numa viatura da Polícia Civil que teve as janelas cobertas com tecido para que as mulheres não fossem expostas. A multidão gritava e pedia justiça.

O delegado Bruno Bastos falou depois com a imprensa, ele contou que a investigação para identificar as responsáveis pela página estava em andamento desde janeiro. Ele disse que a imprensa local, após o suicídio da jovem, passou a acusar a polícia de incompetência, sobre isso, ele explicou que "a polícia trabalha com provas concretas e não com suposições", para justificar o tempo das apurações.

 
 



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