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Publicada em: 26/08/2014 17:02 - Atualizada em: 27/08/2014 08:57
Iepha tombou o patrimônio ferroviário de Ribeirão Vermelho
Ribeirão Vermelho poderá se tornar um ponto estratégico para a realização de grandes eventos regionais, com o tombamento da rotunda

Complexo ferroviário de Ribeirão Vermelho em seu auge

 

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Na semana passada, o Conselho Estadual de Patrimônio Cultural (Conep) do Instituto do Patrimônio Histórico de Minas Gerais (Iepha/MG) optaram pelo tombamento do patrimônio ferroviário de Ribeirão Vermelho, ele agora receberá o título de patrimônio do estado. A decisão do conselho foi por unanimidade preservar e promover o Conjunto Arquitetônico e Paisagístico Ferroviário de Ribeirão Vermelho. Além dele, o conselho aprovou o tombamento do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Fazenda Santa Clara, em Santa Rita de Jacutinga, na Zona da Mata. 

O Conjunto Arquitetônico e Paisagístico de Ribeirão Vermelho guarda mais de um século de história, a rotunda, por exemplo, é datada de 1895. Todo o patrimônio tem cerca de 85 mil metros quadrados, somando oficinas, galpões e outras edificações. O conjunto ferroviário pertence ao município, pelo qual é tombado desde 2004, e foi comprado da extinta Rede Ferroviária Federal. Os prédios são construídos com materiais nobres como a estrutura metálica da cobertura e dos pilares de ferro com adornos importados de Glasgow, na Escócia, além das telhas francesas, de Marselha, e ladrilhos alemães.

Ribeirão Vermelho se desenvolveu a partir do desmembramento político-administrativo de Lavras. Tudo começou no dia 7 de junho de 1948, quando uma comissão formada por vinte e duas pessoas e lideradas por Abílio Rodrigues Patto, se reuniu em Ribeirão Vermelho em assembleia, para pleitear a sua emancipação política e administrativa, com a criação de seu município na nova divisão territorial do Estado.

Ribeirão foi privilegiada com o avanço da ferrovia em Minas e sua estação ferroviária foi inaugurada no dia 14 de abril de 1888 com o nome de "Estação de Lavras." Também foi inaugurada neste dia a estação de Oliveira e iniciado o trabalho do prolongamento até ao alto São Francisco, pelos mesmos construtores do trecho São João del Rei a Oliveira, Castro, Rocha & Companhia. O primeiro agente da "Estação de Lavras" foi José Pedro e o primeiro guarda-chaves, Bernardo Loureiro Dias. A ferrovia atraiu também a navegação no rio Grande, a navegação no então Porto Alegre do Rio Grande.

A ferrovia foi projetada como ponto de gerenciamento e de operações para o prolongamento da ferrovia na bitola métrica que atenderia a demanda de Goiás e Rio de Janeiro. Na fase posterior, vieram as demais construções. Na época, a cidade era ponto estratégico, favorecendo a integração do movimento no porto do Rio Grande na cidade, aos trilhos da estrada e a comercialização de produtos de todos os cantos.

Com o tombamento, a ideia é proceder com projetos de restauração, principalmente da rotunda circular – que é conhecida como o "Coliseu de Minas", a maior rotunda da América Latina - que faz parte do conjunto arquitetônico e que pode virar um centro de eventos regionais. 

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