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Publicada em: 03/05/2014 10:52 - Atualizada em: 03/05/2014 15:02
Professor Oswaldo Louzada Serra: 99 anos e 60 de Rotary Club de Lavras
O professor Louzada faz parte da história da educação e do Rotary Club de Lavras

Com o amigo e companheiro de Rotary, professor Valdir Curi e com a filha Moema
 
Na janela de seu quarto onde tem uma visão privilegiada 
Com o amigo e companheiro de Rotary, professor Valdir Curi e com a filha Moema
 
Na janela de seu quarto onde tem uma visão privilegiada 

O professor na janela de seu quarto onde tem uma visão privilegiada. Abaixo, ele com o amigo e companheiro de Rotary, professor Valdir Curi e com a filha Moema. Fotos: Jornal de Lavras

 

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Na quinta-feira, dia 8, o Rotary Club Lavras vai completar 60 anos de sua fundação, ele foi constituído na cidade no ano de 1954. Dos primeiros rotarianos daquela época e que testemunharam sua fundação e participaram ativamente dos trabalhos desta instituição tão importante para a cidade, apenas dois estão vivos: Jairo Alvarenga e Oswaldo Louzada Serra. Dos dois, o professor Louzada é o mais velho e se mantém lúcido.

Oswaldo Louzada Serra nasceu no distrito de Lousa, pertencente à cidade de Coimbra, em Portugal, no dia 12 de maio de 1915, portanto, ele estará fazendo 99 anos na próxima semana. Aos cinco anos deixou Portugal e veio para o Brasil com seus pais, foi morar em Ribeirão Preto (SP), em 1932. No dia 12 de fevereiro, desembarcou na estação ferroviária de Lavras para estudar, no sistema de internato, num dos colégios mais tradicionais do Brasil naquela época: o Instituto Gammon.

Oswaldo Louzada Serra foi recebido por dois professores que hoje fazem parte da história da cidade: Sinval Silva e Frank Baker. Os dois eram professores e membros da Associação dos Ex-alunos do Instituto Gammon e, um dia antes da chegada de Oswaldo Louzada, eles haviam encaminhado um ofício ao prefeito Manoel Augusto Silva, pedindo permissão a ele para instalação de uma herma do Dr. Samuel Rhea Gammon na praça Augusto Silva. Além dos dois, assinaram o ofício o presidente da Associação Jorge Goulart; o secretário Antônio Penido; o orador Vittorio Bergo e o tesoureiro Nelson Alvarenga Figueiredo.

Oswaldo Louzada Serra teve a oportunidade de acompanhar todo o processo para a instalação da herma, que aconteceu no dia 12 de outubro de 1934, foram duas hermas: uma ficou na praça Augusto Silva e a outra no salão nobre do Instituto Gammon. Louzada participou da festa que teve início às 8h da manhã do dia 12 de outubro, quando as duas hermas foram inauguradas. Discursaram na ocasião, o reitor Frank Baker, Dr. Martins Palhano e o Dr. Gil Botelho, este último, representando a Associação dos Ex-Alunos do Instituto Gammon.

Louzada participou ativamente da vida social e esportiva da cidade, foi atleta do Instituto Gammon. O espírito de esportista foi presente até 1976, quando aos 61 anos chegou a ser campeão mineiro do interior, na categoria Máster, disputado nas quadras de tênis, esporte que praticou até quando suas forças permitiram.

Depois de formado no Gammon, foi estudar agronomia na Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL). Em 1941, foi passar férias junto da família em Ribeirão Preto, lá se encantou com uma jovem: Maria de Lourdes, eles se apaixonaram e se casaram, antes mesmo dele se formar na ESAL, em 1944.

Louzada foi professor na ESAL, no Gammon, no Colégio Estadual "João Batista Hermeto" e no antigo e extinto Colégio Nossa Senhora Aparecida.

No dia 8 de maio de 1954 atuou como membro fundador do Rotary Club de Lavras, instituição que serviu por toda sua vida. No Rotary ocupou diversos cargos, como redator de atas - já que é possuidor de uma letra perfeita - ocupou este cargo por muitos e muitos anos; foi Mestre de Cerimônia e outros, mas o cargo mais importante que assumiu naquela instituição foi o de Governador do Distrito 4560, onde respondia por uma área que se estendia até Campinas (SP).

Professor Louzada é, certamente, um dos professores de Geografia que mais viajou. Suas matérias eram ilustradas por fotografias que ele mesmo havia registrado. Louzada conhece o Canadá, os Estados Unidos, Panamá, Guatemala, Costa Rica, Equador, Chile, Argentina, Bolívia, Uruguai, Paraguai e Peru, nas Américas. Sobre a viagem que fez a Bolívia ele destaca a visita ao vulcão Ollagüe, que fica na fronteira da Bolívia e Chile, na cordilheira dos Andes, a uma altitude de 5.870 metros. Foi neste lugar que o professor Louzada disse que: "cheguei a ouvir o silêncio absoluto".

Na Europa ele esteve em Portugal, Rússia, Espanha, França, Suíça, Áustria, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica, Tchecoslováquia e Inglaterra. Na África, visitou o Senegal, onde conheceu e participou de um evento em Dakar, a capital daquele país.

Louzada foi um dos poucos e primeiros brasileiros a visitar a Antártida, a Base Militar brasileira naquele continente gelado. Sobre esta visita um fato importante marcou sua vida: o professor Louzada descobriu que se o Brasil não manifestasse interesse por uma reivindicação territorial, teria que deixar o continente gelado. Louzada e um colega, também professor de Geografia, Walter Miranda, de Belo Horizonte, ficaram surpresos com o desinteresse do governo, foi então que ele aproveitou a amizade e o conhecimento que tinha com o então ministro da Agricultura Alisson Paulinelli, de quem foi professor na antiga ESAL, para procurá-lo em Brasília.

O professor Louzada foi recebido pelo ministro Paulinelli e contou o que poderia ocorrer caso o governo brasileiro não manifestasse seu interesse na reivindicação territorial. Segundo o professor Louzada, a interferência do Ministro junto ao então presidente Ernesto Geisel foi fundamental para que o Brasil conseguisse ampliar seu território, onde está construída a base Comandante Ferraz.

Mesmo sendo uma pessoa com um histórico de viagens internacionais e nacionais, o professor Louzada confessou que tem um sonho, uma viagem de seu sonho: uma viagem ferroviária, viajar de trem de Belo Horizonte a Vitória (ES). Questionado por que quer tanto fazer esta viagem, ele contou que seu pai foi maquinista da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, uma companhia ferroviária brasileira criada em 1872 com sede na cidade paulista de Campinas. Sua construção inscreve-se na história da expansão da cultura do café em direção ao interior de São Paulo.

O professor Louzada fala com orgulho que seu pai foi o primeiro maquinista que conduziu uma locomotiva na primeira viagem entre Ribeirão Preto a Uberaba, no Triângulo Mineiro. Disse que a viagem entre Belo Horizonte a Vitória, ele imagina ser muito bonita.

O professor Oswaldo Louzada Serra é viúvo, hoje ele vive num confortável apartamento com sua filha Moema, ele recebe frequentes visitas de amigos, mas um em especial, o amigo e companheiro de Rotary Club, o advogado e também professor Valdir Curi, com quem conversa longamente assuntos variados, mas sempre o Rotary está em pauta.

Maio é um mês de festa para o professor Louzada e para seus amigos, é o mês em que ele comemora seus 99 anos de vida, dos quais, 60 dedicados ao Rotary Club de Lavras.

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