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Publicada em: 17/10/2013 08:27 - Atualizada em: 17/10/2013 12:19
17 de outubro, o dia que Lavras perdeu um de seus filhos mais ilustres
Há 31 anos Lavras perdia uma referência, um grande benfeitor, o médico e político Sylvio Menicucci

Sylvio Menicucci, o primeiro a esquerda da foto. Na fotografia pode-se identificar também José Alfredo Unes, Francisco Rodarte, Pedro Menicucci Neto, Petrônio Novais, Leônidas de Souza Lima e outros

 

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Há 31 anos morria um dos mais conceituados médicos da região: Sylvio Menicucci. Ele foi prefeito de Lavras, deputado estadual, líder político e teve seus direitos cassados pelo golpe militar em 1969. Sylvio Menicucci praticamente morreu em cima de um palanque no dia 17 de outubro de 1982.

Responsável, entre outros, pela edificação do novo prédio da Santa Casa de Misericórdia e exerceu grande influência na federalização da Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL), em 23 de dezembro de 1963, junto ao então Primeiro Ministro Tancredo de Almeida Neves, seu particular amigo.

Ele era filho do também médico Paulo Menicucci, falecido no dia 11 de fevereiro de 1946, e de Maria do Carmo Menicucci. Dona Carminha, como era mais conhecida, faleceu no dia 11 de outubro de 1963. Sylvio Menicucci era irmão do médico Pedro Menicucci Neto e pai de Jussara Menicucci de Oliveira, a primeira mulher a ocupar o cargo de prefeita em Lavras.

Sylvio, que era deputado estadual eleito pelo voto popular, foi vítima da arbitrariedade imposta pelo Ato Institucional número 5, o AI-5.

Logo após ter sido cassado, o ex-presidente Kubitschek de Oliveira enviou, no dia 21 de outubro de 1969, uma carta escrita de próprio punho e que foi entregue pelo então deputado federal Tancredo de Almeida Neves:

"Rio de Janeiro, 21 de outubro de 1969:

Meu caro Sylvio,

O Ato que o atingiu, foi o mesmo que vem ferindo a liberdade e os direitos sagrados do homem, neste país.

A liderança que exerce, a correção de uma vida de alto nível profissional e intelectual, e a bondade de seu excelente coração, fizeram, do caro amigo, uma expressão da qual nós todos nos orgulhamos.

Você não podia, pois, ficar fora do alcance da "guilhotina" que cada dia vem ceifando mais cabeças na trágica e demolidora tarefa de liquidar com a vida livre no Brasil.

Quis ir a Lavras fazer-lhe uma visita. Receei, porém, as conseqüências que poderiam advir para amigos nossos naquela cidade e que se veriam, fatalmente, envolvidos na torrente que nada perdoa e que tudo destrói.

Pedi ao Tancredo para levar esta carta e reiterar-lhe, de viva voz, o meu apreço, a minha solidariedade, a minha admiração e a esperança que me alimenta de ver que tudo isto que está acontecendo, será a semente para a grande árvore da liberdade dos jovens que não aceitam, como têm demonstrado, a noite medieval que nos querem impor.

Receba um abraço, muito afetuoso,

Juscelino Kubitschek de Oliveira."

 
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