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Publicada em: 25/09/2010 19:52 - Atualizada em: 25/09/2010 19:52
Advogado lavrense atuou em caso de repercussão nacional e se saiu bem
O advogado lavrense Lúcio Adolfo da Silva atuou esta semana num processo de crime de repercussão nacional. Lúcio saiu vitorioso, já que todos apostavam numa pena máxima para sua cliente, e ela foi condenada a 16 anos.

     

        Lúcio Adolfo da Silva, advogado, e Maura Gracielle Martins, a ré. Fotografias extraídas do jornal O Tempo

 

Maura Gracielle, a mulher que matou o namorado às margens da lagoa Várzea das Flores, na divisa de Contagem com Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foi condenada a 16 anos de prisão em regime fechado, em julgamento realizado na quinta-feira no Tribunal do Júri de Contagem. O crime aconteceu em março de 2003, ela foi acusada de matar seu namorado Weberson Amaral Resende, o Bola, com requintes de crueldade. Ela saiu presa após o julgamento.

A decisão da juíza Marixa Rodrigues de mantê-la presa enquanto aguarda recurso, incomum nos casos em que o acusado responde ao processo em liberdade, se deu a pedido da acusação, que teme que Maura fuja, como ocorreu depois que ela confessou o crime.

O julgamento durou mais de sete horas e o advogado de Maura, o lavrense Lúcio Adolfo da Silva, tentou desqualificar o homicídio, sem negar a autoria de sua cliente. Em sua tese, ele sugeriu que a morte de Weberson, na época com 36 anos, teria sido acidental. Porém, segundo o assistente da acusação, o advogado Silvino Lino, os jurados entenderam que Maura Graciele cometeu homicídio qualificado.

Já a acusação sustentou a tese de que Maura havia praticado o crime de forma cruel, por motivo torpe e sem chance de defesa da vítima. Segundo as provas anexas ao processo, Weberson foi atraído por Maura Gracielle, que forjou uma fantasia sexual. Ela o convenceu a ir a um sex shop comprar alguns objetos, entre os quais um par de algemas. Na noite de 14 de março de 2003, o casal dormiu num hotel em Betim e, na manhã seguinte, foram para a represa de Várzea das Flores.

Segundo os autos do processo, depois de fazer uso de droga, ela algemou o namorado e o virou de bruços, sugerindo que manteriam um ato sexual. Só que aproveitando que ele estava imobilizado, o atingiu na cabeça algumas vezes com uma pedra. Em seguida, passou o carro duas vezes sobre o corpo da vítima que, depois, foi atirado na represa.

O corpo foi encontrado boiando na lagoa e a família de Weberson o reconheceu três dias depois do assassinato. No velório do namorado, Maura, sempre ao lado do caixão e abraçada à mãe de Weberson, clamava por justiça. Policiais responsáveis pela investigação suspeitaram da jovem, que foi a última pessoa a estar com a vítima. Interrogada, ela chegou a denunciar duas pessoas como possíveis assassinos e, depois de várias contradições, resolveu contar a verdade.

Maura Gracielle confessou o crime no dia 20 de maio de 2003, passados mais de dois meses. Durante a fase de instrução do processo, a acusada ficou foragida por oito meses, o que acabou por protelar em mais de sete anos sua punição.

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