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Publicada em: 24/09/2013 02:59 - Atualizada em: 24/09/2013 13:09
Vereador de Lavras teve que deixar o plenário escoltado pela polícia e sair numa viatura
Reunião da Câmara Municipal terminou com polícia, vaias e acusações de agressão de vereador a uma professora

Viatura ficou estacionada na saída principal do prédio onde funciona a Câmara de Lavras para escoltar o vereador, mas a polícia o retirou do local por outra saída. Fotos: Jornal de Lavras

 

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A Câmara Municipal de Lavras se reuniu ordinariamente na noite de ontem, segunda-feira, para votar o parecer do vereador Sebastião dos Santos Vieira, baseado na denúncia de irregularidades encontradas por uma auditoria encomendada pelo prefeito Marcos Cherem na prestação de contas da ex-prefeita Jussara Menicucci, referente ao ano de 2011. Segundo apurou os auditores, ocorreram irregularidades com o dinheiro do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

O plenário ficou lotado com as professoras que, ostentando cartazes, exigiam a aprovação do parecer. Depois da leitura de parte do relatório assinado pelo vereador Sebastião, foi colocado em votação o parecer do relator: 10 vereadores votaram a favor do parecer e contra a ex-prefeita Jussara Menicucci, são eles: José Márcio Faria, Alisson Matiolli, Sebastião dos Santos Vieira, Anderson Marques, José Bento da Silva, João Paulo Felizardo, José Delfino de Carvalho, José Henrique Rodrigues, Daniel Costa e Marcos Possato.

Votaram contra o parecer e a favor da ex-prefeita Jussara Menicucci, 7 vereadores, são eles: Evandro Castanheira Lacerda, Leandro Moretti, Luciano de Melo, Edmar Bento de Souza, Francisco Carlos de Jesus, Elias Freire Filho e Cleber Pevidor.

Cada voto era acompanhado de aplausos ou vaias, o vereador Edmar Bento de Souza, o Edmar do Paiol, como é mais conhecido, disse que queria um parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O vereador Marcos Possato disse que o parecer já existia, então Edmar disse que votaria contra o parecer do vereador Sebastião dos Santos Vieira, sendo vaiado por todas as professoras.

Edmar insistiu que queria justificar o seu voto, porém, o vereador presidente Marcos Possato disse que ele poderia justificar, mas depois que terminasse a votação. O resultado de 10 a 7 foi aplaudido pelas professoras, que começaram a cantar o Hino Nacional, porém, o presidente Marcos Possato explicou que para ser aprovado teria de ter uma votação de dois terços, ou seja: no mínimo 12 vereadores a favor do parecer.

Tão logo foi anunciada a votação, favorável a ex-prefeita Jussara Menicucci, o plenário se revoltou e as professoras começaram a gritar e a vaiar os 7 vereadores. No meio da confusão, o vereador Edmar do Paiol insistiu em justificar seu voto, mas diante do clima tenso, o vereador Marcos Possato suspendeu a reunião por cinco minutos.

No intervalo, longe das câmeras das TVs Universitária e Câmara, o vereador Edmar do Paiol aproximou das professoras para tentar explicar por que votou contra elas, porém os ânimos já estavam exaltados e as professoras vaiavam os vereadores que votaram contra o parecer e começaram a mostrar cartazes que cobravam os R$ 5 milhões do Fundeb, que segundo parecer da comissão dos auditores, foi desviado.

O vereador Edmar do Paiol se irritou e bateu com a mão nos cartazes e, segundo as professoras, chegou a agredir a professora Wanessa de Azevedo Gusmão Marques, da escola municipal "Paulo Lourenço Menicucci". O fato causou uma grande confusão na Câmara Municipal, sendo acionada a Polícia Militar.

Os policiais militares chegaram e foram ouvir as professoras, que afirmaram que Edmar do Paiol havia agredido fisicamente a professora Wanessa. O vereador presidente Marcos Possato convocou os vereadores para dar continuidade a reunião e Edmar voltou ao plenário.

Algum tempo depois, durante a reunião, o marido da professora Wanessa entrou no plenário para brigar com o vereador Edmar, os policiais militares tiraram o rapaz do plenário e o levaram para uma sala anexa.

O clima esquentou ainda mais e as professoras se revoltaram contra os vereadores Evandro Castanheira Lacerda, o "Chapisco", Leandro Moretti, Luciano de Melo, o "Tilili", Edmar Bento de Souza, o "Edmar do Paiol", Francisco Carlos de Jesus, o "Carlão da Saúde", Elias Freire Filho, o "Lila" e Cleber Pevidor, que votaram, segundo elas, "contra as professoras".

Em minutos as redes sociais já estavam circulando os nomes daqueles que elas chamaram de "Traidores da Educação", "Serviçais da Jussara", "Corruptos" e outros adjetivos. Nas redes sociais foram postadas dezenas de comentários.

As professoras esperaram o fim da reunião para ver a polícia levar o vereador Edmar do Paiol, já que os policiais militares permaneceram na Câmara esperando que o vereador terminasse a reunião para prestar seu depoimento.

As professoras ficaram na porta da Câmara Municipal e os vereadores Tilili, Lila, Chapisco, Moretti, Carlão da Saúde e Cleber Pevidor, quando saíram, foram vaiados pelas professoras. Mas o alvo principal das professoras era o vereador Edmar do Paiol, que precisou ser escoltado pela Polícia Militar na saída do prédio da Câmara. Os militares estacionaram uma viatura na porta da Câmara e os policiais encenaram que a saída do vereador fosse pela frente, porém, um grupo de policiais escoltaram Edmar que deixou o prédio pelos fundos, numa viatura da PM.   

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