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polícia / Golpe /


Publicada em: 08/02/2013 19:42 - Atualizada em: 09/02/2013 14:42
Ferroviário aposentado de Lavras cai em golpe e perde quase R$ 17 mil
Golpistas fazem a festa em Lavras, hoje dois caíram em golpes diferentes e levaram prejuízos de R$ 1 mil e outro de quase R$ 17 mil

Foto ilustrativa

 

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Os golpistas encontraram em Lavras um paraíso, quase todos os dias tem gente caindo em "milagre do dinheiro fácil". Hoje, sexta-feira, dia 8, pelo menos duas pessoas foram vítimas de espertalhões, a primeira foi uma jovem de 19 anos que pagou R$ 1 mil para receber uma casa no valor de R$ 100 mil, que ela tinha ganhado de uma promoção de programas de televisão.

Mas o pior caso foi de um ferroviário aposentado, ele perdeu R$ 16.789,83 numa sequência de golpes aplicados em nome da Capemi Vida e Previdência, uma empresa que teve a intervenção do governo federal em 1983, por quebra de compromissos comerciais, financeiros e suspeitas de desvio de recursos públicos. 

Na época, a Capemi possuía dois milhões de associados dos planos de previdência privada e afastou-se de sua principal atividade para desmatar a área que seria inundada pela usina de Tucurui, no Pará, através da Agropecuária Capemi Indústria e Comércio Ltda. Mesmo sem ter experiência no ramo, entrou na concorrência pública em 1980. E com um capital de 50 milhões de cruzeiros (dinheiro vigente naquele ano), ganhou quase 50% do direito de derrubada das florestas nativas da região, apesar do edital exigir da empresa concorrente  um capital de no mínimo de 500 milhões.

Em junho de 2008, a Capemi – Pecúlios, Pensões e Montepios, deixou de existir e surgiu em seu lugar a Capemi – Instituto de Ação Social, exclusivamente filantrópica e cultural e que "não mais comercializará planos previdenciários", diz o site da organização.

Quase 30 anos depois da intervenção do governo federal, em 1983, a empresa Capemi continua recebendo denúncias de desvios de dinheiro e fraudes nos contratos de previdência privada.

Hoje pessoas ligadas com a Capemi, que tem informações privilegiadas do instituto, continua lesando pessoas em todo o Brasil, e o que é pior: usando nome de pessoas respeitadas, como no caso do ferroviário aposentado em Lavras.

O aposentado, que tem 64 anos, recebeu uma ligação telefônica em meado de janeiro de uma suposta advogada que se identificou como "doutora Fernanda", que comunicou a ele que revendo documentos da Capemi ele teria direito a receber uma capitalização no valor de R$ 53.280,15, referente sua contribuição. A suposta advogada passou dados importantes e que somente ele e a Capemi teriam conhecimento.

Para receber este valor ele teria que entrar em contato com uma militar conhecida em Minas Gerais, ele atendeu o conselho da "advogada" e ligou para a suposta tenente coronel, que já se encontra nos quadros da reserva da PM mineira. A suposta "tenente coronel" o orientou a depositar R$ 2.980, para poder receber o pecúlio. O aposentado atendeu a solicitação da "militar" e efetuou o depósito, em seguida, voltou a ligar para a suposta militar, que o orientou a telefonar para Ana Carolina, do Banco Interamericano do Brasil.

Para sua surpresa, depois que comunicou que o depósito havia sido efetuado, recebeu outra "boa notícia": sua esposa teria direito também a um pecúlio, maior ainda que o dele: R$ 145.980,45. Mas, para receber tal valor, teria que efetuar mais um depósito no valor de R$ 6.200, o que atendeu prontamente.

Efetuado o segundo depósito o aposentado ligou novamente para o Banco Interamericano, e foi avisado que deveria efetuar o terceiro depósito, o que seria "uma taxa de liberação" no valor de R$7.609,83. O aposentado efetuou o terceiro depósito, em seguida, ligou novamente para o telefone do "banco", para falar com a Ana Carolina, porém, foi atendido por Márcio Braga, um "auditor da Receita Federal", que comunicou a ele que para receber os valores teria que efetuar mais um depósito de "impostos devidos", foi nessa hora que o aposentado desconfiou que estava sendo lesado.

Depois disso ele tentou várias vezes falar ao telefone com os personagens desta história, como era de se esperar, não conseguiu mais nenhum contato. Foi então que ele resolveu procurar a Polícia Militar e registrar um boletim de ocorrência.

Numa situação dessa, o aposentado teria primeiro que procurar a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para saber se a advogada Ana Carolina estava inscrita na Ordem; saber da Polícia Militar se a tal tenente coronel estava mesmo ligada ao fundo de pensões da Capemi, e finalmente, procurar se informar se o Banco Interamericano no Brasil existe. Ele não existe, o que existe é o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

 

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