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Publicada em: 27/01/2013 17:35 - Atualizada em: 03/04/2014 10:53
Casal de Lavras que mora em Santa Maria, no RS, conversou com a reportagem do Jornal de Lavras
Um casal de Lavras vive de perto a tragédia de Santa Maria

Augusto Maciel e Lilian Helena, lavrenses que moram em Santa Maria, a cidade que está de luto e que foi palco de uma das maiores tragédias do Brasil. Foto extraída do Facebook

 

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O Jornal de Lavras conversou com o professor Augusto Maciel, ele é lavrense e professor no Departamento de Estatística da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Augusto é casado com a também lavrense Lilian Helena Batista da Silva. Augusto falou que o clima é de muita tristeza e muita dor em Santa Maria. Ele e sua esposa estão em Santa Maria desde o ano passado.

Segundo ele, a cidade amanheceu de luto, disse também que só se ouve sirenes nas ruas, helicópteros sobrevoando a cidade, aeronaves chegando e saindo. Disse também que as pessoas estão falando sobre a tragédia e discutindo de quem seria a culpa.

O professor universitário Augusto Maciel disse que tem uma fila extensa de familiares para fazer o reconhecimento dos corpos, um clima de muita dor e sofrimento. Ele contou que levantou e foi a missa e tomou conhecimento que 90 pessoas haviam morrido na tragédia, quando voltou este número havia pulado para 245, agora foi atualizado para 232.

Ele contou também que a identificação dos corpos está sendo muito complicada, a fila de parentes tem mais de 500 metros. Segundo ele, a maior dificuldade está na identificação das mulheres, pois os homens carregam documentos e as mulheres geralmente não. Augusto disse eu não conhecia a boate, disse que ela é no centro e está ao lado de um grande e famoso hipermercado da cidade.

Questionado se conhecia alguém que tenha morrido, ele falou que a princípio não, mesmo porque tem apenas seis meses que reside naquela cidade. Disse que procurou saber notícias de seus alunos, eles estão bem, mas muitos contaram que perderam amigos na tragédia que abalou o país e teve repercussão internacional.

Augusto disse que quando tomou conhecimento da proporção da tragédia, imediatamente entrou em contato com sua família em Lavras, ele filho do casal José Salvador e Maria Isabel. Seu pai é conhecido na cidade como Nenzinho. Ele também tranquilizou seu sogro José Roberto Batista, funcionário da Telefonia Oi. Augusto contou que muitos amigos de Lavras ligaram hoje para o casal para saber se estava tudo bem.

Augusto e Lilian disseram que, apesar do pouco tempo que estão residindo naquela cidade, eles estão chocados com essa tragédia que resultou num número superior a duas centenas de mortes, disseram também que estão impressionados com povo de Santa Maria e de todo o Rio Grande do Sul. Segundo eles, o número de doadores de sangue e de voluntários para trabalhar nas buscas e nas equipes de apoio é tão grande que as autoridades foram obrigadas a distribuir notas para a imprensa comunicando que não precisava mais, de tanta ajuda voluntária.

O professor lavrense que hoje vive de perto a tragédia que abalou o país disse que tomou conhecimento que a Universidade Federal de Santa Maria suspendeu as aulas até quarta-feira.

O prefeito de Santa Maria decretou luto oficial por trinta dias. Esta foi a maior tragédia do Rio Grande do Sul, a segunda maior do Brasil, ficando atrás apenas da tragédia de Niterói, onde um circo foi incendiado por dois criminosos, causando a morte de 503 pessoas, 70% delas eram crianças.

 

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