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polícia / Golpe /


Publicada em: 17/01/2013 21:29 - Atualizada em: 18/01/2013 11:20
Golpe interrompido: "aqui é a Polícia Militar de Minas Gerais, sua casa caiu"
Quatro policiais conseguiram evitar que um homem caísse num golpe no caixa eletrônico na hora exata da transferência bancária

Três dos policiais que evitaram que um homem caísse no golpe da premiação da televisão: cabo Júnior e os soldados Borges e Maycon. Foto: Jornal de Lavras

 

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Uma história que mais parece um enredo de filme, uma ocorrência policial aconteceu na tarde de hoje: um homem de 45 anos, morador do bairro Água Limpa, recebeu uma ligação telefônica onde foi comunicado que havia sido contemplado na "Premiação da Rede Globo", porém, para receber o premio, o golpista o orientou a procurar um caixa eletrônico do Banco do Brasil e seguisse suas orientações.

Para não perder a ligação, o golpista, que normalmente é um detento de alguma penitenciária, o manteve na linha. O homem saiu e foi direto para a agência bancária do Banco do Brasil. Enquanto isso, seus familiares, que descobriram que se tratava de um golpe, ligavam insistentemente para a vítima, como o telefone estava ocupado, não restou outra alternativa a não ser ligar para a polícia.

O parente ligou para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), que imediatamente acionou os policiais da área bancária. Foram passadas as características do homem, como cor da roupa, altura e o nome. Quatro policiais: cabo José Ramos Júnior e os soldados Thiago Gualberto Borges, Alex Antônio Santiago e Maycon Jonatha Pena, foram para o banco.

Os militares encontraram um homem de costas falando ao telefone e realizando uma operação bancária. O cabo José Ramos Júnior adiantou e o chamou pelo nome, ele olhou e o cabo perguntou se era ele mesmo, quando o homem confirmou, imediatamente o cabo Júnior apertou a tecla cancelar do caixa eletrônico, interrompendo imediatamente a transferência bancária.

O cabo Júnior pegou o telefone das mãos da vítima e conversou com o golpista, do outro lado da linha. Ele disse que não tinha nada para falar com ele e pediu que devolvesse o telefone ao seu "cliente". Foi então que o cabo Júnior se identificou: "Aqui é a Polícia Militar de Minas Gerais, sua casa caiu". Após a identificação do militar, o interlocutor desligou imediatamente o telefone.

A vítima contou que o interlocutor pediu a ele que não desligasse o telefone até que toda a operação fosse realizada. No banco ele foi orientado a retirar um extrato de sua conta, sabendo do valor que a vítima possuía na conta, e o golpista passou a orientá-lo. O golpe que a vítima estava caindo foi da seguinte forma: primeiro que retirasse o saldo, depois de informado, o golpista disse que passaria uma senha para ele no final da operação.

A vítima preenchia os dados no terminal de acordo com as informações do vigarista. No final, ele era orientado a não depositar nenhum valor, mas que no lugar do campo "valor", ele deveria digitar a senha que fosse passada. Por exemplo: se a vítima tem um saldo de R$ 4 mil, o golpista o orientava a preencher os campos no terminal, no final, no lugar onde se colocaria o valor, o golpista pedia que a vítima colocasse a senha, neste caso a senha seria: 399900. Ou seja: a vítima estaria transferindo R$ 3.999,00 e ficaria com apenas R$ 1 na conta.

A vítima, depois de inteirada dos fatos, agradeceu aos quatro militares e enalteceu o trabalho da PM, que se não fosse a rapidez no atendimento, o homem de 45 anos seria mais um na estatística dos golpes das "premiações".

 

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