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cotidiano / Política /


Publicada em: 06/10/2012 21:33 - Atualizada em: 07/10/2012 07:21
(Plantão Eleições) A história dos amores (im) possíveis da política lavrense
Nesta publicação, três histórias que eram inimagináveis na política lavrense há alguns meses.

Dehon Moraes, Marcos Cherem e Silas Costa Pereira, candidatos a prefeito de Lavras. Fotos: Jornal de Lavras

 

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Minas é um celeiro de grandes políticos, como Tancredo Neves, Juscelino Kubitscheck, Israel Pinheiro e tantos outros, mas ninguém se compara a Benedito Valadares, que era também um grande pensador e autor de frases que marcaram e ainda marcam a política brasileira. Uma dessas frases, que foi dita há mais de 60 anos, continua atual e continuará por muitos e muitos anos ainda: "na política não existe nada tão separado que não se possa unir e nem nada tão unido que não se possa separar". Pura verdade, isso pode ser comprovado nestas eleições. Alguém poderia imaginar que o PT se uniria a um empresário? Ou que o coração de um ex-militante do PT se renderia ao amor de um médico? Que o PMDB, que tanto anunciou candidatura própria, se entregaria aos encantos do canto da sereia do PSDB?

 

Por essa nem Shakespeare contava: um amor mais impossível que o de Romeu e Julieta

Todos conhecem a triste história de amor de Romeu e Julieta, os adolescentes das famílias Capuleto e os Montecchios, que se amavam e que acabou em tragédia. Quando William Shakespeare escreveu Romeu e Julieta não poderia imaginar que mais de 400 anos depois uma história de amor impossível desse certo, ainda mais no Brasil, um país recém descoberto pelos portugueses.

A história de amor impossível aconteceu quando o metalúrgico Lula trocou alianças com o mega-empresário mineiro José Alencar. Mas a história de amores impossíveis se alastrou e em Lavras, no dia 30 de junho, aconteceu uma união que nem na cabeça de Shakespeare imaginava ser possível.

O empresário Dehon Junio de Moraes se casou com o Partido dos Trabalhadores, até aí tudo bem, já que o exemplo veio lá de cima, mas o que ninguém imaginava é que o cupido deste amor fosse o mega empresário Carlos Alberto Pereira, que ainda indicou o vice Carlos Lindomar, advogado de seu grupo empresarial.

A união foi celebrada no Salão de Festas do Hotel Serema, na praça Augusto Silva, na convenção partidária e o empresário, ex-prefeito e ex-suplente de deputado federal pelo DEM Carlos Alberto Pereira falou sobre a candidatura de Dehon Junio de Moraes, que teria como seu companheiro de chapa, o advogado Carlos Lindomar.

O presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, professor José Tarcisio Lima, apresentou naquele dia, além dos dois candidatos, também os candidatos as cadeiras do Legislativo. O pronunciamento do candidato Dehon Junio de Moraes foi muito aplaudido pelos petistas, Dehon falou de seus planos para administrar a cidade e elogiou a política do partido.

 

Uma história de amor que ninguém acreditava e que terminou em casamento

Dizem que o primeiro amor a gente nunca esquece, isso deve ser verdade, se analisarmos a história dos candidatos Marcos Cherem e Aristides da Silva, o "Tide". Quando todos apostavam que este amor era pura fachada, os dois se "casam" no saguão do Lavras Apart Hotel, e para celebrar este "casamento", que foi realizado primeiro que os outros "casais", no dia 29 de junho, cerca de 200 pessoas entre correligionários, presidentes de partidos coligados e candidatos às cadeiras do Legislativo compareceram.

O "casamento" aconteceu sob as vistas dos representantes dos partidos PSD, PTB, PP, PHS e PTC, que ainda homologou também 68 candidatos e candidatas a vereadores. O deputado estadual Fábio Cherem, um dos cupidos desta união, compareceu à solenidade.

O Deputado, em seu pronunciamento, destacou a caminhada do grupo político, que, segundo ele, iniciou em 2008 e que pretendia agora chegar à administração municipal e formar o que ele chamou de "uma boa bancada de vereadores". O deputado destacou, ainda, a fé que depositava em seu irmão Marcos: "ele está preparado e estimulado para enfrentar os desafios que virão".

O candidato a vice-prefeito Tide (PSD) disse que se sentia entusiasmado a trabalhar pela candidatura ao lado de Marcos Cherem por entender que Lavras desejava uma mudança nos rumos da gestão do município, com uma atuação voltada especialmente para as necessidades da população mais carente. Já o candidato a prefeito Marcos Cherem disse que, em sua opinião, Lavras era uma cidade que expandia e se desenvolvia devido às iniciativas isoladas dos lavrenses, mas que não existia uma gestão pública voltada para potencializar esse desenvolvimento de maneira mais efetiva.

 

Uma história de amor com um jovem rebelde, que acreditava ser ele o preferido

A política é um jogo que é jogado por jogadores habilidosos; para escolher um candidato a prefeito não é fácil, tem de ser "costurado" antes, muita conversa e acordo entre os partidos. No período que antecede as convenções todos os presidentes de partidos conversam entre si, todos ameaçam lançar candidatos próprio, fazer acontecer, muitos blefam e outros falam que tem muita "bala na agulha" e as vezes até tem, aí é que tem início a costura final.

O PMDB foi um dos partidos políticos que mais fez barulho, começou incomodar quando foi ameaçado de trocar de mãos em Lavras por ordem superiores, foi então que passou a ameaçar anunciando que teria candidatura própria, por isso foi um dos mais "namorados" pelos outros partidos políticos, mas no "frigir dos ovos", o PSDB, partido da prefeita Jussara Menicucci, que já tinha o mando político, conquistou o PMDB e Clóvis Correa, o pré-candidato rebelde, se rendeu ao amor de Silas e abriu mão de concorrer ao cargo de prefeito e aceitou ser companheiro de chapa do candidato tucano.

O "casamento" aconteceu no dia 30 de junho, último dia para a realização dos convenções partidárias. O casório foi no clube Aymoré e as testemunhas, os presidentes e membros dos partidos que apoiavam o PSDB e o PMDB.

Muita gente compareceu ao Aymoré, que foi totalmente decorado com bandeiras dos partidos coligados. Durante a apresentação de Silas, o grupo do PMDB chegou ao Aymoré trazendo Clóvis Correa e o dote: uma sigla forte, o que provocou muita agitação entre os correligionários dos dois candidatos. Esta história de amor tem muita gente conhecida dando força até hoje.

A prefeita Jussara, que segundo dizem, foi o cupido deste "amor partidário", em sua fala agradeceu o apoio ao seu candidato e pediu empenho na campanha que, segundo ela, levaria Silas e Clóvis até a Prefeitura de Lavras. O pronunciamento do candidato Silas foi o mais aplaudido e comemorado pelos presentes à festa da convenção.

 

Amanhã apenas uma dessas histórias de amor dará certo, duas delas vão se desfazer  feito espumas ao vento, mas uma coisa é certa: não é coisa de momento, raiva passageira, mania que dá e passa, feito brincadeira, o amor deixa marcas que não dá para apagar, por isso que a frase de Benedito Valadares será sempre atual.

 

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