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Publicada em: 25/07/2012 20:12 - Atualizada em: 26/07/2012 23:39
Professor da Ufla trabalha em pesquisa de material que substitui o amianto
Professor tem pesquisa de produtos renováveis e ecologicamente corretos para substituir o amianto, que causa danos a saúde de quem trabalha na exploração do mineral.

          

Telhas de cimento amianto representa perigo a saúde de quem explora o mineral para a fabricação de telhas e outros produtos

 

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Professor da Universidade Federal de Lavras (Ufla), defende o uso de fibra vegetal na telha em substituição ao amianto, material nocivo a saúde. O professor Gustavo Henrique Denzin Tonoli este mês recebeu, no dia 11, o Prêmio Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) por sua tese de doutorado realizada na Universidade de São Paulo, em São Carlos, sobre fibrocimento de eucalipto.

O pesquisador Gustavo Henrique faz parte de um grupo de pesquisadores de universidades brasileiras, como a PUC-Rio, a Universidade Federal da Paraíba e o Centro Federal de Ensino Tecnológico de Minas Gerais, que pesquisa as construções não convencionais.

Os pesquisadores buscam desenvolver um material alternativo que possa substituir o cimento amianto, um mineral que representa perigo à saúde dos trabalhadores da cadeia produtiva, bem como dos usuários dos produtos fabricados a partir deste mineral.

Segundo o professor Gustavo Henrique, mais de 50% dos galpões e casas são cobertos com o amianto e o material pesquisado por ele, as fibras de vegetais, é menos impactante para o meio ambiente; eles buscam um material que também consiga manter as qualidades do outro composto. "Quanto mais você conseguir colocar fibra vegetal na telha, mais sustentável será o processo que ela envolve", argumenta o professor Tonoli.

O fibrocimento de eucalipto tem três vantagens básicas sobre o de amianto, segundo o cientista: propicia um rendimento maior das máquinas, é mais resistente a pancadas e é um recurso renovável.

No Brasil existe um projeto de lei que quer acabar com a exploração do amianto e seu uso, a discussão está no Supremo Tribunal Federal (STF), que realizará audiência pública sobre o tema em agosto e poderá julgar, ainda neste ano, uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei que permite o uso controlado da fibra no país. Cinco estados já proibiram o uso do amianto: São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pernambuco.

É importante reforçar que as doenças que podem ser provocadas pelo amianto são o resultado de um contato prolongado com níveis elevados das suas fibras. Estas doenças praticamente só atingem pessoas que estão ou estiveram expostas a níveis elevados de amianto durante um longo período de tempo. Para as outras pessoas, os riscos são extremamente baixos.

É bom ressaltar também que apenas a fibra de amianto "in natura" pode oferecer riscos à saúde do trabalhador. Por isso, é necessário ressaltar que os materiais feitos de cimento amianto, como telhas e caixas d'água, não causam qualquer dano à saúde dos trabalhadores ou usuários, as fibras do mineral dos compostos de fibrocimento encontram-se firmemente ligadas ao cimento, ela não se desprende, independentemente do desgaste em função das intempéries, tempo de uso, quebra ou corte dos materiais.

 

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