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Matéria Jornalística /


Publicada em: 17/10/2023 19:04 - Atualizada em: 18/10/2023 11:07
Água consumida em Lavras tem agrotóxicos, foram 22 tipos encontrados
Segundo Organização Mundial da Saúde (OMS), os agrotóxicos matam 20 pessoas por ano

O resíduo do agrotóxico jogado na lavoura é carreado para os cursos d'águas e são levados até os rios, onde se faz as captações de água, que apesar de ser tratada, não consegue eliminar os metais pesados e agrotóxicos

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A ONG (Organização Não Governamental) Repórter Brasil, fundada há 22 anos, em 2001, por jornalistas, cientistas sociais e educadores com o objetivo de fomentar a reflexão sobre diversos problemas no Brasil, realizou um trabalho que foi mostrado no Painel do Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano, do Ministério da Saúde.

O resultado da pesquisa é estarrecedor e mostra que 1.609 municípios brasileiros, seis em cada dez que fizeram testes, encontraram ao menos um tipo de agrotóxico na água potável usada pela população destes municípios.

No Sul de Minas, são cerca de 90 cidades em que foram detectadas a presença de pelo menos um tipo de agrotóxico na água da rede de abastecimento. Esse número pode ser ainda maior, visto que mais da metade dos municípios - 56% - não enviaram dados ou publicaram informações consideradas inconsistentes pelo Ministério da Saúde.

Dos 90 municípios do Sul de Minas em que foram detectados pelo menos um tipo de agrotóxico na água, quase a metade deles, 40 municípios, detectaram ao todo 11 tipos de agrotóxicos.

Lavras teve um resultado preocupante, pois foram detectados 22 tipos de agrotóxicos na água que bebemos, tomamos banho e fazemos nossos alimentos.

Das sete cidades limítrofes com Lavras, Nepomuceno é a que apresenta o maior número de agrotóxicos na água que serve aquela população, são 27 tipos; Carmo da Cachoeira tem 21 tipos; em Ingaí foram detectados 20 tipos; Ribeirão Vermelho 11, o mesmo aconteceu com Perdões, que também detectou 11 tipos; Itumirim tem 10 tipos e Ijaci, não consta da lista, ela faz parte dos 56% que não enviaram os dados.

Os agrotóxicos são pulverizados nas lavouras e os resíduos destes produtos são carreados pela água da chuva para os cursos d'água, que desaguam nos rios, de onde é extraída a água para abastecer as cidades. É inegável que a água é tratada, porém, agrotóxicos e metais pesados não são tratados e, por isso, as águas, mesmo tratadas, chegam com isso às nossas torneiras.

O Governo de Minas, que detém o comando da Companhia de Saneamento Básico (Copasa), garante que todas as águas distribuídas no Sul e Sudoeste de Minas Gerais são atestadas e garantidas por um laboratório regional da Copasa. A unidade atende a 124 municípios e realiza mais de 200 análises diariamente. Ainda conforme o governo, todo o trabalho segue normas internacionais, que garantem qualidade e confiança nos resultados.

O Ministério da Saúde disse que, ao encontrar valores acima do padrão ou até mesmo a presença constante das substâncias na água de algum sistema ou solução alternativa de abastecimento, sugere-se às vigilâncias locais e estaduais que sejam tomadas medidas com vistas à prevenção de risco à saúde.

Nos últimos quatro anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, foram liberados para ser comercializados no Brasil 2.182 tipos de agrotóxicos, muitos proibidos em outros países, segundo dados da Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins (CGAA), do Ministério da Agricultura.

Só este ano, o atual governo, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprovou, em janeiro, quatro produtos, segundo o mesmo documento do Ministério da Agricultura, essas liberações, no entanto, ainda não foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

 

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