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cotidiano / Política /


Publicada em: 15/11/2011 13:42 - Atualizada em: 15/11/2011 19:52
O balcão que foi construído em Lavras para receber Dom Pedro II e sua filha
Por causa da Proclamação da República, a visita Imperial a Lavras só aconteceu 99 anos depois, em 1988.

     

Balcão do Imperador construído na antiga Matriz de Sant'Anna, para receber Dom Pedro II, a Princesa Isabel e o Conde d'Eu. Foto Jornal de Lavras

 

Com a crise do 2º Reinado, que teve início no começo da década de 1880, a Família Imperial tentou amenizar os problemas decorrentes de vários fatores, comoa interferência de D.Pedro II em questões religiosas; as críticas e oposição feitas por integrantes do Exército Brasileiro; a insatisfação daclasse média brasileira, que desejava mais liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país; afalta de apoio aos proprietários rurais, que estavam insatisfeitos, pois, com a abolição da escravatura, encontraram dificuldades em contratar mão-de-obra.

A investida da Família Real foi tentar aproximar mais do povo e isso incluia uma série de visitas às cidades brasileiras. A região do Sul de Minas, onde na época existiam muitos fazendeiros insatisfeitos com a abolição da escravatura, que esvaziou as lavouras - tanto que a República, tão, logo foi proclamada, providenciou a vinda de imigrantes italianos para a região – estava no rotério da Família Real.

Lavras seria visitada por Dom Pedro II e sua comitiva, que incluía a Princesa Isabel e o seu marido, o nobre franco-brasileiro Luis Felipe Maria Fernando Gastão de Orleans, o Conde d'Eu. Lavras então se preparou para esta visita e a aparição pública da Família Real seria na Matriz de Sant'Anna, hoje igreja do Rosário. Seria um dia de muita festa na cidade.

Um balcão foi construído na igreja só para que a Família Imperial pudesse assistir as missas e ser saudada pela população e autoridades lavrenses.

Com a queda do Império Brasileiro, em 15 de novembro de 1889, e com a Proclamação da República, os lavrenses não tiveram a oportunidade de ficar próximos de seu Imperador. Desta época só restaram mesmo o balcão construído para receber tão ilustre visita e a agenda Imperial.

Curiosamente, quase um século depois, no dia 23 de maio de 1988, 99 anos da Proclamação da República, a Família Imperial Brasileira cumpriu a agenda de Dom Pedro II. Lavras recebeu, pela primeira vez, membros da família Orleans e Bragança. Estiveram em Lavras para cumprir a agenda de Dom Pedro II, dois de seus trinetos: Dom Bertrand de Orleans e Bragança e Dom Luís Gastão de Orleans e Bragança.

Na época eles foram recebidos pelo então prefeito Célio de Oliveira e pelo seu vice-prefeito João Batista Soares da Silva, além de um grupo de convidados, entre eles, um membro da Família Imperial: Argymiro de Bragança Macedo Soares, que residia em Lavras. Depois de uma série de atividades, troca de presentes, visitas, discursos, os dois deixaram Lavras e seguiram para Campanha, que também estava na agenda de visitas de Dom Pedro II.

A título de curiosidade, o nome completo de Dom Luis é: Luís Gastão Maria José Pio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança e Wittelsbach, ele nasceu em Mandelieu, na França, em 6 de junho de 1938. Já o nome de Dom Bertrand é: Bertrand Maria José Pio Januário Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança e Wittelsbach. Ele também nasceu na França, em Mandelieu, no dia 2 de fevereiro de 1941.

Ambos são filhos de Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança e a da princesa Maria da Baviera de Orleans e Bragança, e bisnetos do príncipe Gastão de Orleans, o Conde d'Eu, e da Princesa Isabel. Eles são descendes da Casa Real Francesa, provindo em linha direta de Hugo Capeto e de São Luís IX, o Rei-Cruzado.

 

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