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Publicada em: 15/01/2020 17:15 - Atualizada em: 16/01/2020 11:35
O ano de 2019 foi bom para os produtores rurais, detectou pesquisa da Ufla
Ano de 2019 apresentou forte elevação nos índices de preços recebidos pelos produtores rurais do Sul de Minas e aumento do preço de insumos agrícolas

A desvalorização do Real frente ao Dólar favoreceu as exportações do milho. Foto: Presente Rural

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O professor do Departamento de Gestão Agroindustrial da Universidade Federal de Lavras, Renato Elias Fontes, através de cálculos dos Índices de Preços Recebido - relativos aos preços recebidos pelos produtos comercializados pelos produtores rurais - e Índices de Preços Pagos - relativo aos preços pagos aos insumos para produção, detectou que em 2019 ocorreu uma forte elevação nos preços recebidos pelos produtores rurais do Sul de Minas e um aumento de preços de insumos agrícolas.

A renda média do produtor rural do Sul de Minas Gerais calculada pelo Índice de Preços Recebidos (IPR) apresentou elevação média no ano de 2019 de 21,42% e os insumos para a produção agropecuária, calculada pelo Índice de Preços Pagos (IPP) demonstrou um aumento médio de 5,59%. Na composição do IPR, o grupo referente aos grãos foi o que apresentou a maior elevação positiva, com variação média de 34,50%, sendo o feijão com a maior variação, pois no início do ano a saca de 60Kg, estava cotada em torno de R$ 136,00, fechando o ano com o preço em R$ 255,00 a mesma saca uma alta de mais de 80%.

O milho também apresentou majoração em seus preços na grandeza de 47%, terminando o ano cotada em média de R$ 46,50 a saca de 60Kg. Para o professor Renato Fontes, coordenador da pesquisa, a alta do feijão nos últimos meses do ano de 2019 reflete uma menor área plantada, ocasionada por preços menores que o feijão vinha sendo precificado, o que acarretou no desinvestimento da atividade, conjuntamente com uma diminuição dos estoques e o clima que sempre traz especulações mais acentuadas, proporcionaram este aumento nos preços. 

Em relação ao milho a desvalorização do Real frente ao Dólar favoreceu as exportações do milho, diminuindo a oferta internamente do grão. Conforme explica o professor Renato Fontes, a combinação de uma maior demanda e uma menor oferta da commodity milho, faz com que os preços busquem um equilíbrio em patamares superiores de valor, fato normal no mercado agropecuário das commodities agropecuárias. 

A commodity café, produto agrícola de extrema importância no sul de Minas Gerais, apresentou uma forte recuperação nos seus preços no final do ano de 2019, saindo do valor de R$ 414,00 no início do ano, apresentou preços abaixo de R$ 390,00 no período da safra e terminou o ano em cotação média de R$ 540,00 a saca de 60Kg. Esta amplitude de preço é referendada pela expectativa da oferta do café, principalmente da oferta oriunda do Brasil para o abastecimento do mercado internacional. 

O ano de 2019 foi marcado por um excedente na produção mundial do café, porém com o decorrer do ano e principalmente após a colheita no Brasil as expectativas de maior oferta foram sendo substituídas por uma realidade de oferta mais curta e principalmente por questões climáticas no Brasil que afetaram a lavoura, prejudicando ainda mais a safra futura, além dos preços já estarem em patamares acentuadamente baixos para a exploração cafeeira, provocaram uma mudança nos preços. A valorização do dólar trouxe resultados positivos no preço do café para o produtor no Brasil, conforme explicou o professor Renato Fontes. 

Outro grupo de commodities pesquisadas relaciona-se a carnes de bovinos, suínos, frangos e peixes. Apresentaram em média uma majoração de 16,42%, sendo que o corte classificado como filé bovino a alta apresentada foi de 28,54%, sendo que o preço no início do ano estava em média de R$ 40,60 para R$ 52,00 o Kg. Esta alta da carne bovina reflete o aumento das exportações brasileiras, puxada por uma maior demanda principalmente da China, além da desvalorização do Real, que tornou a cotação em dólar da carne brasileira competitiva no mercado internacional, o que também impulsionou a exportação das carnes de aves e suínos, acrescentando que as proteínas animais são competitivas entre si, o aumento do preço da carne bovina levou ao aumento da demanda da carne suína, aves e peixe no mercado interno e estas commodities também apresentaram valorização no ano de 2019. 

De uma maneira geral a movimentação de preços é normal no setor de produção agropecuária, por ser caracterizando como mercado em concorrência perfeita, onde o preço das commodities é dado pela interação da oferta e demanda e cada produto agrícola apresentou sua dinâmica no decorrer do ano de 2019 refletindo nos preços, mas em regra, as commodities agropecuárias apresentaram preços satisfatórios, principalmente no último trimestre o que pode impactar positivamente no agronegócio do Sul de Minas.

 
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