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Publicada em: 17/07/2019 08:40 - Atualizada em: 17/07/2019 14:02
Conheça as cidades que mais registram crimes contra mulheres na região da 6ª Risp, com sede em Lavras
As cidades foram classificadas por cores: verde, para as menos violentas, amarela para as violentas e vermelha para as extremamente violentas

Foto ilustrativa de violência contra mulher

 

  Jornal de Lavras:  (35) 9 9925.5481    @jornaldelavras     @jornaldelavras    @jlavras    

Esta semana, Lavras foi notícia em toda Minas Gerais devido ao assassinato de uma mulher de 53 anos, ela foi morta pelo seu ex-companheiro (foto), foi um caso de feminicídio, palavra que se refere ao assassinato de mulheres e meninas por questões de gênero, ou seja, em função do menosprezo ou discriminação à condição feminina. Isso não quer dizer, no entanto, que toda mulher assassinada é vítima de feminicídio. Trata-se de um crime de ódio, no qual a motivação da morte precisa estar relacionada ao fato de a vítima ser do sexo feminino. 

O crime ocorrido em Lavras no domingo, dia 14, ganhou destaque na mídia estadual porque este foi o sexto caso de feminicídio no Sul de Minas neste ano de 2019. No Brasil, o feminicídio é um crime hediondo. 

De acordo com os dados do Diagnóstico de Violência Doméstica e Familiar na 6ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), que tem sede em Lavras, o crime contra mulheres tem crescido nos últimos anos. Os dados foram publicados no ano passado, portanto, o levantamento é dos anos de 2015, 2016 e 2017. Os registros incluem homicídios e também agressões verbais, agressões físicas, psicológicas, sexual e outros. Os dados fazem parte das ocorrências registradas nas 44 cidades que compõem a 6ª Risp, que tem sede em Lavras. 

No ano de 2015, no primeiro semestre foram registrados 1.513 crimes de violência física contra mulheres, no segundo semestre, 1.542 casos, sendo que de um semestre para outro foi registrado um aumento. A violência psicológica em 2015 também foi um crime que cresceu de um semestre para outro: no primeiro semestre ocorreram 1.140 registros e no segundo semestre, 1.154. A violência patrimonial, que se caracteriza quando a parte econômica mais forte na relação conjugal, e na maioria das vezes após o seu fim, usa e abusa de seu poder e domínio da administração dos bens de propriedade comum, não repassando ao outro os frutos dos bens conjugais, gerando uma situação de opressão, dominação e abuso de poder sobre o outro, no primeiro semestre de 2015 foi de 147 registros e no segundo semestre pulou para 152 casos.

A violência moral foi a única que teve redução de um semestre para o outro em 2015, naquele ano, foram registrados 66 casos nas cidades de abrangência da 6ª Risp no primeiro semestre, já no segundo semestre este número caiu para 64. A violência sexual no primeiro semestre configurou 26 casos e no segundo, 27. Outros crimes no primeiro semestre de 2015 foram 378 registros e no segundo semestre 442. No total, naquele ano foram 6.611 casos de violência contra mulheres.

Em 2016, o número de violência física contra mulheres no primeiro semestre foi de 1.456 casos e no segundo semestre 1.540; a violência psicológica no primeiro semestre de 2016 foi de 1.110 registros e no segundo semestre 1.135. A violência patrimonial no primeiro semestre foi registrada em 174 ocorrências e no segundo, 166.  A violência moral subiu em relação ao ano anterior, no primeiro semestre foram 75 casos e no segundo semestre 84. A violência sexual também subiu em 2016, naquele ano foram registrados no primeiro semestre nas 44 cidades que compõem a 6ª Risp, 36 casos e no segundo semestre 28. Outras violências no primeiro semestre foram 379 casos e no segundo, 373. No total, no ano de 2016 foram 6.556 casos.

No ano seguinte, em 2017, a violência física foi 1.443 casos no primeiro semestre e no segundo, 1.545; a violência psicológica foi de 1.163 no primeiro semestre e 1.125 no segundo; a violência patrimonial foram 158 casos e no semestre seguinte 180. A violência moral foram 81 casos no primeiro semestre e 86 no segundo; sexual foram 36 casos no primeiro semestre e 30 no segundo. Já outras violências caíram de um semestre para outro em 2017. No primeiro semestre foram 352 casos e no segundo, 283.

Cidades mais violentas e menos violentas

As 44 cidades que compõem a 6ª Risp receberam cores para mostrar o nível de violência, sendo verde para as menos violentas, amarelo para as violentas e vermelho para as muito violentas. Das 44 cidades, três receberam a cor vermelha nos anos de 2015, 2016 e 2017, são elas: São Bento Abade, Ribeirão Vermelho e Três Corações, nestas cidades as ocorrências de crimes contra as mulheres foram elevadas.

Cidades que registraram dois anos de muita violência contra as mulheres foram duas: Boa Esperança e Ijaci. Boa Esperança foi nos anos de 2015 e 2017, já a cidade de Ijaci nos anos de 2015 e 2016. 

Cidades que tiveram um ano violento foram nove, são elas: Cambuquira, em 2015; Campo Belo, também em 2015; Guapé, em 2016; Ilicínea, também em 2016; Lavras, em 2017; Santo Antônio do Amparo, em 2015; São Francisco de Paula, em 2017; Três Pontas, em 2017 e Varginha, em 2015.

Vinte e duas cidades receberam a cor amarelo nos três anos, nestas cidades os três anos foram violentos. Mas tem cidade que recebeu a cor verde nestes três anos, foi apenas uma, a cidade de Passa Tempo; com dois anos de cores verdes tiveram Carmópolis de Minas e Ibituruna; com um ano verde e dois amarelos foram as cidades de Bom Sucesso, Candeias, Carrancas, Ingaí, e Santana do Jacaré. As demais receberam a cor amarela, sem variação.

Cidades que compõem a 6ª Risp

Fazem parte da 6ª Região Integrada de Segurança Pública, as seguintes cidades: Lavras, que é a sede regional, Aguanil, Boa Esperança, Bom Sucesso, Cambuquira, Campanha, Campo Belo, Cana Verde, Candeias, Carmo da Cachoeira, Carmo da Mata, Carmópolis de Minas, Carrancas, Conceição do Rio Verde, Coqueiral, Cristais, Elói Mendes, Guapé, Ibituruna, Ijaci, Ilicínea, Ingaí, Itumirim, Itutinga, Jesuânia, Lambari, Luminárias, Monsenhor Paulo, Nepomuceno, Olímpio Noronha, Oliveira, Passa Tempo, Perdões, Piracema, Ribeirão Vermelho, Santana da Vargem, Santana do Jacaré, Santo Antônio do Amparo, São Bento Abade, São Francisco de Paula, São Tomé das Letras, Três Corações, Três Pontas e Varginha.   

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#jornaldelavras Eduardo Cicarelli Sabrina Cicareli

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