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Publicada em: 22/05/2018 23:09 - Atualizada em: 23/05/2018 08:15
Conta de luz vai ficar mais cara a partir do dia 28
Mais de 80% do reajuste definido pela Aneel se referem a itens que não estão sob gestão da companhia

Imagem ilustrativa 

 

 

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou, em reunião pública da diretoria realizada nesta terça-feira, dia 22, as novas tarifas da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) durante o ciclo da 4ª Revisão Tarifária da empresa. O índice determinado para os consumidores residenciais da empresa é de 18,53% e passará a vigorar a partir da próxima segunda-feira, dia 28. No ano passado, as tarifas da Cemig tiveram uma redução média de 10,66%, conforme definido pela Aneel na ocasião.

O índice médio do reajuste para os consumidores definido pela Aneel foi de 23,19%. Já os clientes atendidos em alta tensão (clientes industriais e comerciais de médio e grande porte) terão as contas reajustadas em 35,56%. Em 2017, esses clientes tiveram uma redução média da tarifa de 21,04%.

O gerente de Tarifas da Cemig, Giordano de Pinho Matos, afirma que mais de 80% do reajuste definido pela Aneel se refere a itens que não estão sob a gestão da companhia.  O estado crítico dos reservatórios brasileiros influenciou o preço do custo da energia e refletiu na decisão da Aneel para a tarifa da empresa.

"A maior parte do índice se refere ao alto custo de compra da energia em função do baixo nível dos reservatórios brasileiros nos últimos anos, especialmente no segundo semestre de 2017. Além disso, o acionamento das usinas térmicas contribuiu para elevar ainda mais o custo de geração no país. As usinas térmicas utilizam combustíveis fósseis, o que torna a geração de energia mais cara. O mecanismo das bandeiras tarifárias, que tem o objetivo de cobrir parte desses custos, não foi suficiente e a companhia teve uma despesa adicional superior a R$1 bilhão para garantir o fornecimento de energia dos consumidores mineiros", explicou.

Giordano de Pinho Matos também destaca outros fatores que impactaram a decisão da Aneel no reajuste das tarifas dos mineiros. "Além do custo da energia do país que foi muito elevado, há o custo de transporte e os encargos setoriais que interferem na tarifa. Do valor total do reajuste médio (23,19%) definido pela Aneel, apenas 4,30% ficam com a Cemig Distribuição", afirma.

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