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Publicada em: 31/03/2018 15:12 - Atualizada em: 01/04/2018 11:54
Faleceu em Lavras, o advogado Guilherme Winter
Ele era uma pessoa muito respeitada em Lavras, pela sua profissão de advogado e devido ao seu passado por ter sido vítima do golpe militar de 1964

Rosa Luto

 

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  Jornal de Lavras:  (35) 9 9925.5481    @jornaldelavras     @jornaldelavras    @jlavras    

Faleceu na tarde de ontem, sexta-feira, dia 30, no Hospital Vaz Monteiro, onde estava internado se tratando de uma enfermidade, o advogado Guilherme Winter, seu corpo foi velado na manhã de hoje, sábado, dia 31, no Velório São João Batista, e seu sepultamento foi realizado na manhã de hoje, às 11h, no Cemitério São Miguel.

Guilherme era muito conhecido na cidade, ele era advogado, foi preso político logo após o movimento militar de 1964. Guilherme e mais vinte pessoas ligadas a Lavras, entre eles o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nilson Vital Naves, depois de serem humilhados e de passarem por situações constrangedoras, sendo presos pela ditadura militar em maio e agosto de 1964, viram seus nomes finalmente "limpos", depois de um Inquérito Policial Militar (IPM).

A notícia sobre o resultado do IPM foi divulgada no jornal "Ultima Hora", do Rio de Janeiro: Inquérito Policial Militar – que pede o arquivamento do processo, em 15 de agosto de 1968.

"O Dr. Juiz Auditor do Conselho Permanente de Justiça Militar da 4ª Região Militar Antônio Arruda Marques, enviou ontem, um ofício ao Exmo. Sr. General Itiberê Gouveia Amaral, comunicando que mandou arquivar o processo de várias pessoas da cidade de Lavras, acusadas de Subversão, por completa falta de provas.

Logo após o julgamento, o Dr. Juiz Auditor expediu o seguinte ofício ao Exmo. Sr. General Itibirê Gouveia Amaral: "Comunico a V. Excia. Que em despacho de 13/8/1968, atendendo a pareceres do Ministério Público Militar, determino o arquivamento do I. P. M. em que figuram como indiciados por completa falta de provas as seguintes pessoas: Maurício Haddad, Luiz Capistrano de Alkimin (1º tenente da Polícia Militar de Minas Gerais, reformado), Herculano Pinto Filho, Leônidas de Souza Lima, Antônio Fernandes Neto, Evaristo Teixeira da Silva, Nilson Vital Naves, Douglas Vancura de Morais, professor Rubem Azevedo Alves, Geraldo Ferreira, Ciro da Costa, Vasco José de Carvalho, Guilherme Winter, Francisco Rodarte (advogado), José da Silva Maia (ferroviário aposentado), Ezequiel Rabelo, Rui Rodarte, Rubens Martins Moreira, Dirceu Ferreira, Geraldo Moreira Santos (contador) e Fernando Chaves".

Grande parte dessas pessoas foram presas no dia 13 de maio de 1964, ficaram detidas no Batalhão por três dias, sendo depois liberadas e aguardaram o julgamento em liberdade.

 
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