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Publicada em: 15/03/2011 13:00 - Atualizada em: 15/03/2011 19:42
Crime na região de Lavras impressiona pela crueldade
Depoimento de menor assassino impressionou policiais civis e militares, além das autoridades que acompanharam o depoimento do menor marginal.

      

        Cartaz distribuido pela família por ocasião d desaparecimento de Júlio César Sabino

 

Chega ao fim e de forma trágica o mistério do desaparecimento do garoto Júlio César Sabino Batista, de 15 anos, que se encontrava desaparecido desde o dia primeiro de março na cidade de Campo Belo. Seu corpo foi encontrado na tarde de segunda-feira, dia 14, por policiais civis e militares, que se empenharam em esclarecer este crime que chocou a região e ganhou a mídia estadual.

Desde o seu desaparecimento, a Polícia Civil está investigando e os policiais chegaram até um menor infrator de 16 anos, ele é desocupado, rouba e trafica drogas. Este menor revelou à Polícia Civil onde estaria o corpo do adolescente Júlio César. Policiais civis e militares foram até uma fazenda no município de Campo Belo onde, segundo o adolescente infrator, teria sido cometido o crime e o sepultamento da vítima.

No local foi encontrado um pequeno amontoado de terra e o corpo do adolescente Júlio César, já em estado avançado de decomposição. O menor infrator contou aos policiais como foi cometido o crime: foi com requintes de crueldades e com muita frieza, tanto que chegou a assustar os policiais, acostumados com situações das mais variadas.

O menor infrator, de forma fria, contou com detalhes o crime. Segundo ele, Júlio César foi levado ao local para ser assassinado e que, além dele, mais três pessoas participaram do crime: Alivelton de Paula, conhecido como Pedreira, de 22 anos, desocupado, com extensa ficha criminal e envolvido com drogas; também mais dois menores infratores, um com 17 anos que completa 18 no dia 3 de maio deste ano, ele também é desocupado, envolvido com drogas e outros crimes; o terceiro menor tem 17 anos completados em fevereiro, também é desocupado e envolvido com drogas e outras infrações.

Ele contou que durante todo o trajeto, Júlio César era agredido com pauladas e que a surra se acentuou mais no local da execução. O menor infrator contou também que a vítima apanhava enquanto assistia a abertura de sua sepultura. Segundo o menor marginal, a vítima foi colocada dentro da cova e ele, o menor marginal, apontou o revólver para a cabeça da vítima e disse: "perdeu", em seguida, efetuou o primeiro disparo no seu rosto. Júlio César caiu e outro disparo foi efetuado também no rosto, os dois tiros foram a queima roupa.

Foram dadas duas versões para a motivação do crime, a primeira versão, segundo contou o menor marginal, é que a vítima teria mexido com a sua namorada, depois, disse que a vítima teria furtado drogas de um, segundo ele, "mocó", linguagem usada por bandidos para identificar locais onde são escondidas drogas e produtos de furto e roubo.

A primeira versão, a da namorada, foi a que os policiais acreditam ter sido a motivação para o crime, já que esta informação já teria sido obtida via denúncia no telefone 190 da Polícia Militar no dia do desaparecimento da vítima. No entanto, de acordo com a denúncia e com a investigação, Júlio César era amigo de uma namorada, mas não do menor, mas de um traficante de nome Júlio César Delfino, de 23 anos, conhecido como "Gu" e que está foragido. Depois, o menor infrator revelou que Júlio César Delfino, o "Gu", desconfiava que Júlio César Sabino, a vítima, tinha um relacionamento amoroso com sua namorada, confirmando a denúncia e a linha de investigação.

Policiais que assistiram o depoimento do menor marginal ficaram impressionados com a frieza do assassino, em nenhum momento ele apresentou arrependimento.

A Polícia Técnica compareceu ao local onde o corpo foi encontrado para realizar os trabalhos de praxe. O depoimento do menor marginal foi acompanhado também pelo Promotor de Justiça da Vara Criminal, um Defensor Publico e uma Conselheira Tutelar, todos de Campo Belo. Também estavam presentes todos os envolvidos no crime, exceto o traficante Júlio César Delfino, o "Gu", que está foragido.

Este é o terceiro homicídio em Campo Belo, e dois deles estão ligados diretamente à droga.

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